Responsabilidade Social • 17:38h • 05 de abril de 2026
YouTube estreia episódio sobre feminicídio e coloca pacto nacional no centro do debate
Videocast discute avanço dos casos no Brasil e reúne representantes do governo e do Judiciário para abordar estratégias de enfrentamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Case Comunica | Foto: Divulgação
O YouTube Brasil lançou na quarta-feira, 1º de abril, um novo episódio da terceira temporada do videocast Substantivo Feminino, com foco no combate ao feminicídio no país. O programa aprofunda a discussão sobre o Pacto Nacional pelo Combate ao Feminicídio, iniciativa que articula ações entre os três poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres.
Gravado no estúdio do YouTube em Brasília, o episódio é mediado por Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e reúne duas especialistas diretamente envolvidas na pauta: Eutália Barbosa Rodrigues, Secretária-Executiva do Ministério das Mulheres, e a juíza Renata Gil, integrante do Conselho Nacional de Justiça e idealizadora da campanha Sinal Vermelho.
O debate ocorre em um cenário de crescimento dos casos no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número da última década.

Para Eutália Barbosa Rodrigues, o enfrentamento exige ação coordenada do Estado. “As políticas públicas são vitais e, ao articular as ações dos três poderes, assume-se que este é um problema do Estado brasileiro que influencia toda a sociedade. A violência contra a mulher é um problema de todos”, afirmou.
A juíza Renata Gil destacou a necessidade de integração entre diferentes esferas. “Não existe possibilidade de construir uma saída que não envolva todos os entes federativos atuando juntos. Temos iniciativas importantes, mas elas dependem de estrutura e investimento para funcionar de forma efetiva”, disse.
O episódio também aborda fatores estruturais relacionados à violência de gênero, como a autonomia financeira feminina e o papel da educação na prevenção. A proposta é ampliar o debate para além da segurança pública, incluindo aspectos sociais e econômicos que impactam diretamente a proteção das mulheres.
Segundo Ana Fontes, o videocast busca transformar discussão em ação. “Trazer o viés das políticas públicas e do financiamento para o centro da conversa é o que permite avançar de fato na construção de soluções”, afirmou.
Para o YouTube, o projeto reforça o papel da plataforma como espaço de debate público. “Garantir que essas vozes sejam ouvidas e que temas urgentes ganhem visibilidade é parte do compromisso com um ambiente mais seguro e democrático”, informou Alana Rizzo, líder de Políticas Públicas e Relações Governamentais da empresa.
O episódio já está disponível no canal Substantivo Feminino, no YouTube.
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