• Túnel da Rota: passagem para fugas em batalhas no século passado vira museu subterrâneo em SP
  • Unesp avança na pós-graduação e coloca 76% dos programas nos níveis mais altos da Capes
  • Curso de Medicina da FEMA alcança avaliação de excelência do Conselho Estadual de Educação
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 20:21h • 20 de junho de 2025

Você depende do GPS mais do que imagina: o que aconteceria se ele falhasse hoje?

Ataques cibernéticos, falhas técnicas e testes militares já mostraram que um apagão global de GPS é possível; impactos catastróficos em setores vão da aviação à economia digital

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1

O dia em que o GPS mundial falhar: por que um apagão pode paralisar o planeta em minutos
O dia em que o GPS mundial falhar: por que um apagão pode paralisar o planeta em minutos

Imagine acordar e descobrir que seu aplicativo de rotas parou de funcionar, aviões ficaram impossibilitados de pousar, navios perderam a rota em alto-mar, operações bancárias foram interrompidas e até as redes de internet começaram a apresentar instabilidade. Esse cenário, que parece roteiro de filme de ficção científica, é uma possibilidade real caso o Sistema de Posicionamento Global (GPS) mundial sofra um colapso repentino.

O GPS é gerenciado pelos Estados Unidos e atualmente fornece dados de localização e sincronização para bilhões de dispositivos e sistemas ao redor do planeta. Desde a navegação por aplicativos como Google Maps até operações financeiras, agricultura de precisão, redes de telefonia, controle de tráfego aéreo e movimentação de mercadorias no comércio internacional: tudo depende, direta ou indiretamente, do GPS.


Especialistas alertam: falha no GPS mundial pode causar o maior colapso tecnológico da história

Por que o GPS é tão vulnerável?

Embora seja robusto, o GPS não é infalível. Ele depende de uma constelação de 31 satélites em órbita, controlados por bases militares norte-americanas. Esses satélites enviam sinais constantes para a Terra, e basta uma falha generalizada - seja por ataque cibernético, sabotagem, erro de software, falha técnica ou até mesmo uma tempestade solar extrema - para que o sistema fique fora do ar.

Nos últimos anos, testes militares em diferentes países mostraram que bloqueios localizados de GPS são possíveis e até comuns durante exercícios de guerra eletrônica. Em 2018, por exemplo, testes realizados na Noruega e na Finlândia por forças da OTAN causaram interferências que afetaram voos comerciais na região. Especialistas alertam que um ataque de maior escala poderia derrubar o sinal em áreas continentais inteiras.


Arte: Âncora1

O que pararia primeiro?

O primeiro impacto seria sentido na aviação. Sem GPS, aeronaves enfrentariam dificuldades de navegação e aterrissagem, o que resultaria em suspensão imediata de voos. O setor marítimo também entraria em estado de alerta: cargueiros perderiam a referência de localização em alto-mar, gerando riscos de colisões e atrasos logísticos globais.

Logo em seguida, os reflexos atingiriam as redes de telecomunicação. Operadoras de internet e telefonia usam o GPS para sincronizar torres de sinal. Sem essa sincronização, o risco de apagões de rede e queda de serviços online seria iminente.


E se o GPS mundial falhar? Entenda como um colapso no sistema pode parar aviões, internet, transporte e até seu celular

O setor bancário também seria afetado. As transações financeiras dependem de registros de tempo com precisão de microssegundos, obtidos via GPS, para validar operações entre servidores em diferentes países. Sem isso, pagamentos eletrônicos e transferências internacionais poderiam ser suspensos.

Da agricultura ao transporte público: os efeitos em cadeia

A agricultura de precisão, que usa GPS para o plantio e a colheita automatizada, também entraria em colapso. Nas cidades, o transporte público, serviços de entrega e até aplicativos de mobilidade como Uber e 99 parariam de funcionar corretamente.

Além disso, o caos não se limitaria à infraestrutura digital. A indústria, a energia elétrica e até serviços de emergência, como ambulâncias e bombeiros, enfrentariam dificuldades logísticas.


Aviões, bancos e internet: veja tudo o que pode parar se o GPS global sair do ar

Vazamentos de dados e insegurança digital: um alerta ainda mais preocupante

Coincidentemente, o último dia também foi marcado por indícios de um dos maiores vazamentos de senhas da história, com milhões de credenciais expostas na internet. A combinação de falhas no GPS com vulnerabilidades digitais acende o alerta para a dependência global de sistemas interconectados e potencialmente frágeis.

Segundo especialistas em segurança cibernética, a possibilidade de ataques coordenados, que explorem tanto falhas físicas quanto digitais, nunca esteve tão alta.

Estamos preparados para um apagão de GPS?

A resposta, segundo os especialistas, é não. Governos e empresas já discutem alternativas, como sistemas complementares de navegação via satélite - como o Galileo (União Europeia), o GLONASS (Rússia) e o BeiDou (China) —, mas nenhum deles tem cobertura e integração comparáveis ao GPS.

A maior defesa, por enquanto, é a diversificação de sistemas e o investimento em tecnologias de backup. No entanto, enquanto isso não se torna realidade, a dependência global do GPS segue sendo um ponto frágil, que pode transformar um problema técnico em um verdadeiro desastre invisível.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Mundo • 20:16h • 22 de janeiro de 2026

Metanol em bebidas adulteradas preocupa especialistas às vésperas do Carnaval

Especialistas alertam para efeitos do consumo excessivo e para o perigo do metanol, substância tóxica que pode estar presente em bebidas adulteradas, especialmente durante a folia

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 19:29h • 22 de janeiro de 2026

Eles sentem como nós? Podcast mergulha na vida emocional dos pets

Em narrativa sensível e baseada em ciência, “A Louca dos Gatos” investiga se cães e gatos têm consciência, emoções e uma vida interior semelhante à humana

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 18:38h • 22 de janeiro de 2026

REBRACA consolida rede nacional de acolhimento LGBTQIA+ e amplia enfrentamento à LGBTfobia no Brasil

Rede reúne 22 casas nas cinco regiões do país e inspira políticas públicas voltadas à proteção, dignidade e cidadania da população LGBTQIA+

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 17:50h • 22 de janeiro de 2026

Do boato à evidência: o que a ciência realmente explica sobre a nutrição de cães e gatos

Informações distorcidas ainda influenciam escolhas dos tutores; especialistas defendem decisões baseadas em ciência e não em mitos

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:20h • 22 de janeiro de 2026

Conheça os municípios eleitos como os melhores destinos turísticos de São Paulo em 2026

Prêmio Top Destinos Turísticos SP reconhece cidades líderes em 16 categorias e consagra o Circuito das Águas Paulistas como a principal região turística do ano

Descrição da imagem

Educação • 16:36h • 22 de janeiro de 2026

Por que o vestibular de Medicina exige muito mais do que decorar conteúdo

Método, estratégia e preparo emocional definem quem transforma estudo em aprovação ao longo do ano

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:09h • 22 de janeiro de 2026

Olhar de Cinema abre inscrições para a 15ª edição e convida cineastas de todo o Brasil e do mundo

Festival Internacional de Curitiba recebe curtas e longas inéditos até 26 de fevereiro e celebra 15 anos como vitrine do cinema independente

Descrição da imagem

Cidades • 15:44h • 22 de janeiro de 2026

Projeto “Semear é Cuidar” promove ação de prevenção ao câncer de mama em Maracaí

Iniciativa voltada às mulheres do campo será realizada no dia 30 de janeiro, com foco em informação, cuidado e acesso à saúde

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar