Economia • 19:37h • 04 de maio de 2026
Você compra por impulso? Esse hábito pode estar afetando seu bolso sem você perceber
Compras por impulso, ligadas a ansiedade e estresse, ajudam a explicar o alto nível de inadimplência no país
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O consumo motivado por emoções tem avançado no Brasil e impactado diretamente o orçamento das famílias, com reflexos no aumento da inadimplência. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil apontam que mais da metade dos brasileiros já realizou compras por impulso, muitas vezes associadas a estados emocionais como ansiedade, estresse ou frustração. Esse comportamento ajuda a entender por que, segundo a Serasa, mais de 70 milhões de pessoas estavam inadimplentes nos levantamentos mais recentes.
De acordo com o especialista em educação financeira Ricardo Hiraki, sócio-fundador da Plano, o problema está menos relacionado à renda e mais à forma como o dinheiro é administrado no dia a dia. Ele explica que decisões recorrentes e pouco planejadas acabam comprometendo o orçamento ao longo do tempo, criando um ciclo difícil de interromper.
Segundo o especialista, o consumo emocional gera uma sensação imediata de alívio ou recompensa, mas não resolve a origem do desconforto. Com isso, além de não enfrentar a causa, o consumidor ainda assume um novo problema, que é financeiro. Esse padrão tende a se intensificar em períodos de maior estímulo ao consumo, como campanhas promocionais e ações digitais direcionadas.
Impacto não se limita ao indivíduo
Empresas também acompanham esse comportamento de perto, já que ele influencia diretamente o nível de inadimplência e a relação com os clientes. Negócios que investem em transparência e incentivam o consumo consciente tendem a construir vínculos mais duradouros e previsibilidade de receita.
Ao mesmo tempo, cresce a procura por serviços de organização financeira. Consultorias e plataformas digitais têm sido alternativas para consumidores que buscam retomar o controle do orçamento. A recomendação é optar por profissionais com metodologia estruturada, capazes de analisar não apenas números, mas também o comportamento financeiro.
Como reduzir o impacto do consumo emocional
Especialistas indicam que mudanças consistentes no comportamento tendem a ser mais eficazes do que medidas radicais. Algumas estratégias podem ajudar no controle:
- Identificar gatilhos de consumo
Reconhecer situações que levam à compra por impulso, como estresse ou frustração, permite interromper decisões automáticas e agir com mais racionalidade. - Criar intervalo antes de comprar
Esperar algumas horas ou dias antes de concluir uma compra ajuda a avaliar se o item é realmente necessário. - Organizar o orçamento
Ter clareza sobre receitas e despesas, mesmo com ferramentas simples, reduz a sensação de descontrole financeiro. - Buscar alternativas ao consumo
Atividades como exercícios físicos ou lazer de baixo custo podem substituir a associação entre consumo e bem-estar. - Definir metas financeiras
Objetivos concretos, como formar uma reserva ou adquirir um bem, ajudam a direcionar escolhas e evitar gastos desnecessários. - Reduzir estímulos de compra
Evitar notificações, promoções e excesso de exposição a ofertas contribui para diminuir impulsos. - Procurar apoio especializado
Em casos recorrentes, o acompanhamento profissional pode ajudar a reorganizar as finanças e criar disciplina.
O especialista alerta que ignorar o consumo emocional compromete não apenas o orçamento mensal, mas também planos de longo prazo, como poupança, investimentos e capacidade de lidar com imprevistos. O controle financeiro, segundo ele, passa pelo autoconhecimento e pela construção de hábitos mais conscientes ao longo do tempo.
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