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Responsabilidade Social • 08:42h • 19 de março de 2026

Violência contra a mulher: veja os sinais de alerta que não podem ser ignorados

Governo de São Paulo mantém o movimento SP Por Todas, para dar visibilidade aos serviços e ações de proteção do público feminino

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP

É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom)
É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom)

Mulheres que sofrem violência encontram no estado de São Paulo uma ampla rede de apoio para denunciar agressões e buscar proteção. A violência pode se manifestar de diferentes formas e, muitas vezes, começa de maneira silenciosa. Ofensas verbais, perseguição, controle excessivo e danos ao patrimônio são exemplos de condutas previstas na legislação brasileira, especialmente na Lei Maria da Penha.

Segundo a coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Cristiane Braga, a violência pode atingir diversas dimensões da vida da vítima, como integridade física, moral, sexual e patrimonial.

Para ampliar a visibilidade dessa rede de proteção, o Governo de São Paulo mantém o movimento SP Por Todas, que busca informar mulheres e fortalecer políticas públicas voltadas à segurança, autonomia financeira e saúde.

Entre as formas mais comuns está a violência psicológica, que inclui humilhações, xingamentos, menosprezo e atitudes que afetam a autoestima. Também fazem parte desse tipo de violência comportamentos de controle, como questionar constantemente onde a mulher está, com quem fala ou impor regras sobre roupas e relações sociais. O ciúme excessivo e a vigilância constante são sinais de alerta.

A violência física também é recorrente e envolve agressões como empurrões, tapas, socos ou chutes. Mesmo sem marcas visíveis, essas ações podem configurar crime. Quando há lesões, o caso pode ser caracterizado como lesão corporal.

A legislação também prevê a violência patrimonial, quando o agressor destrói ou danifica bens da vítima, como celular ou carro. Já a violência moral ocorre por meio de ofensas que atingem a honra. Outro crime é a perseguição, conhecida como stalking, caracterizada por monitoramento constante e insistente, gerando medo e insegurança.

A violência doméstica costuma ser silenciosa e progressiva, o que dificulta sua identificação. Por isso, reconhecer sinais como desrespeito, controle excessivo, ciúme exagerado e agressões é fundamental para interromper o ciclo.

O estado ampliou os canais de denúncia. O boletim de ocorrência pode ser registrado pelo celular, por meio do aplicativo SP Mulher Segura, pela delegacia eletrônica ou presencialmente em uma unidade policial.

As vítimas também podem buscar acolhimento na Cabine Lilás, que oferece atendimento por policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Ao ligar para o 190, a situação é avaliada e, em casos de risco imediato, uma equipe é enviada para garantir a segurança da mulher.

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