Gastronomia & Turismo • 17:31h • 05 de junho de 2026
Viajar ficou mais caro, mas brasileiros seguem fazendo as malas e mudando os planos para economizar
Pesquisa aponta Bahia, São Paulo e Minas Gerais entre os estados mais econômicos para viajar; no exterior, Argentina, Chile e Portugal lideram preferência dos brasileiros
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Conversion Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Mesmo com passagens aéreas mais caras e o impacto da guerra no Oriente Médio pressionando os custos do setor de turismo, os brasileiros seguem determinados a viajar em 2026. Uma pesquisa do site Melhores Destinos mostra que, para muita gente, as férias continuam sendo prioridade no orçamento, mesmo que isso exija cortes em outros gastos do dia a dia.
O levantamento revelou que 39% dos brasileiros continuam viajando normalmente, apesar da alta nos preços. Em vez de desistir dos planos, muitos passaram a adaptar o orçamento, buscar promoções com mais frequência e escolher destinos considerados mais acessíveis.
A pesquisa também mapeou os lugares vistos pelos próprios viajantes como opções mais econômicas para viajar dentro e fora do Brasil. No cenário nacional, Bahia, São Paulo e Minas Gerais lideram a percepção de custo-benefício entre os entrevistados. Já no exterior, Argentina, Chile e Portugal aparecem entre os destinos mais lembrados quando o assunto é gastar menos.
Nordeste domina preferência entre destinos mais baratos
Entre os estados brasileiros mais citados pelos entrevistados, o Nordeste aparece com forte presença. Bahia lidera o ranking, enquanto Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte também aparecem entre os destinos considerados mais acessíveis pelos viajantes.
São Paulo e Minas Gerais surgem logo atrás, impulsionados principalmente pelas viagens terrestres, pela grande oferta de hospedagem e pela variedade de opções no interior.
Segundo Leonardo Marques, fundador do Melhores Destinos, a percepção dos brasileiros acompanha fatores práticos do custo da viagem. Ele explica que estados como Bahia e Minas Gerais costumam oferecer alimentação, hospedagem e transporte com preços mais competitivos, especialmente fora de períodos de alta temporada.
A pesquisa também mostra uma mudança importante no comportamento do consumidor. Em vez de escolher primeiro o destino e calcular os gastos depois, muitos brasileiros passaram a inverter a lógica: agora, o orçamento vem antes da decisão da viagem.
Hoje, 21% dos entrevistados afirmam escolher o destino principalmente pelo custo total da experiência, levando em conta passagens, hospedagem, alimentação e deslocamentos.
Pesquisa mostra como brasileiros estão conseguindo viajar mesmo com alta no turismo
Promoções e flexibilidade passaram a definir as viagens
Os dados mostram que viajar deixou de ser apenas uma decisão ligada ao lazer e passou a exigir mais planejamento financeiro. Segundo o levantamento, 30% dos brasileiros gastam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil em viagens, considerando transporte e hospedagem. Já pouco mais da metade afirma gastar até R$ 5 mil.
Com os custos mais altos, promoções aéreas ganharam ainda mais importância no planejamento das férias. Muitos consumidores passaram a acompanhar campanhas relâmpago, datas promocionais e tarifas flexíveis antes de fechar qualquer pacote.
Leonardo afirma que ações promocionais das companhias aéreas continuam movimentando o mercado mesmo em um cenário de aumento nos preços. Segundo ele, campanhas como madrugadas de ofertas e promoções especiais ajudam muitos brasileiros a manter os planos de viagem ativos.
Mesmo com passagens mais caras, brasileiros revelam para onde ainda vale viajar em 2026
América do Sul lidera entre destinos internacionais
No cenário internacional, os países vizinhos aparecem como principais alternativas para quem quer sair do Brasil gastando menos. Argentina e Chile lideram a lista de destinos mais econômicos na percepção dos entrevistados, impulsionados principalmente pela proximidade e pela frequência de promoções aéreas.
Portugal também aparece em destaque, sendo o único país europeu entre os destinos mais citados na pesquisa. Já os Estados Unidos seguem presentes no imaginário dos brasileiros mesmo com o dólar ainda pressionando os custos das viagens internacionais.
Segundo o levantamento, o comportamento dos consumidores mostra que viajar barato hoje envolve muito mais estratégia do que impulso. Flexibilidade de datas, adaptação de roteiros, monitoramento de tarifas e controle de gastos passaram a fazer parte da rotina de quem não quer abrir mão das férias.
Mesmo em um cenário econômico mais apertado, a pesquisa indica que o desejo de viajar continua ocupando espaço importante na vida dos brasileiros, ainda que agora acompanhado de mais contas, comparações e planejamento antes do embarque.
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