Responsabilidade Social • 10:13h • 08 de janeiro de 2026
Verão e praia exigem cuidados extras com a saúde dos pets durante as férias
Exposição ao sol, areia quente, água do mar e mudanças de rotina podem colocar cães e gatos em risco, alertam veterinários
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Camejo Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a chegada do verão e o aumento das viagens ao litoral, cresce também a presença de cães e gatos em ambientes de praia. Embora o período seja associado ao lazer, especialistas alertam que o cenário exige atenção redobrada dos tutores para evitar problemas de saúde nos animais, especialmente relacionados ao calor, à hidratação e às mudanças bruscas de rotina.
Veterinários do Grupo Hospitalar Pet Support, referência em medicina veterinária no Rio Grande do Sul, explicam que a exposição prolongada ao sol pode provocar hipertermia, desidratação e até queimaduras, principalmente em animais de pelagem clara ou com pouca cobertura de pelos. A areia aquecida pelo sol também representa risco, podendo causar lesões nas almofadas das patas, muitas vezes percebidas apenas quando o pet já apresenta dor ou dificuldade para caminhar.
Ingestão de água salgada
Outro fator frequente de atendimento durante o verão é a ingestão de água do mar. Segundo a veterinária Helena Graser, o consumo de água salgada pode provocar intoxicações, vômitos, diarreia e desequilíbrios eletrolíticos. Ela destaca que esse tipo de ocorrência é comum em períodos de férias, quando os animais passam mais tempo brincando próximos ao mar e acabam ingerindo a água sem que os tutores percebam.
As mudanças de ambiente e rotina também impactam diretamente o bem-estar dos pets. Viagens longas, alteração nos horários de alimentação, descanso e passeios, além do contato com novos estímulos, podem gerar estresse e queda de imunidade. Esse quadro tende a ser mais sensível em animais idosos, cardiopatas, com doenças respiratórias ou condições crônicas pré-existentes.
De acordo com Helena Graser, medidas simples ajudam a reduzir os riscos. Entre elas estão restringir passeios aos horários de menor incidência solar, garantir oferta constante de água fresca, assegurar acesso à sombra, utilizar protetor solar específico para pets e observar atentamente sinais como cansaço excessivo, respiração ofegante intensa, apatia ou recusa em se movimentar.
Raças que exigem mais cuidado
A atenção deve ser ainda maior com animais braquicefálicos, como buldogues, pugs, shih-tzus, persas e himalaios. Por características anatômicas das vias aéreas, esses pets apresentam maior dificuldade para regular a temperatura corporal e têm risco aumentado de hipertermia e insuficiência respiratória, especialmente em ambientes quentes e úmidos, como as regiões litorâneas no verão.
Os especialistas também orientam que os tutores verifiquem as regras locais sobre a presença de animais nas praias, já que a legislação pode variar conforme o município. Diante de qualquer sinal de desconforto ou alteração clínica, a recomendação é procurar atendimento veterinário imediatamente.
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