Gastronomia & Turismo • 16:38h • 19 de outubro de 2026
Vai viajar de cruzeiro? Saúde de SP alerta para vacinação contra sarampo antes do embarque
Com previsão de 832 mil passageiros e tripulantes na temporada 2026/2027, Secretaria de Saúde recomenda atualizar a vacinação pelo menos 15 dias antes da viagem e reforça cuidados com sintomas da doença
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta para passageiros e tripulantes que pretendem viajar durante a temporada de cruzeiros 2026/2027, que deve movimentar cerca de 832 mil pessoas. A orientação é verificar a situação vacinal contra o sarampo e, quando necessário, atualizar a imunização pelo menos 15 dias antes do embarque. A medida busca reduzir os riscos de transmissão da doença diante da circulação internacional do vírus e do contato entre viajantes de diferentes nacionalidades.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas respiratórias eliminadas por pessoas infectadas. Em ambientes com grande circulação de passageiros, como navios de cruzeiro, a proximidade entre viajantes exige atenção redobrada à prevenção, especialmente entre aqueles que não possuem o esquema vacinal completo.
O alerta também vale para moradores de Assis e região que planejam embarcar em cruzeiros durante a temporada. A recomendação é conferir antecipadamente a caderneta de vacinação, evitando deixar a atualização das doses para os dias próximos à viagem.
Febre e manchas vermelhas exigem atenção antes do embarque
A Secretaria de Saúde orienta que pessoas com febre e manchas vermelhas pelo corpo, especialmente quando acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, adiem a viagem e procurem atendimento médico. Esses sintomas podem indicar sarampo e precisam ser avaliados para evitar a exposição de outros passageiros.
Durante o cruzeiro, os viajantes devem manter cuidados de higiene, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar compartilhar copos, talheres e alimentos. A recomendação inclui manter os ambientes ventilados e reduzir o contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de doenças.
Caso os sinais suspeitos apareçam durante a viagem, o passageiro deve comunicar imediatamente a equipe de saúde do navio e seguir as orientações recebidas. A identificação rápida de possíveis casos permite a adoção de medidas para reduzir a transmissão.
A atenção deve continuar depois do desembarque. A SES-SP recomenda observar o aparecimento de sintomas por até 30 dias após a viagem. Se houver suspeita de sarampo, o viajante deve procurar atendimento, informar que esteve em um cruzeiro e, sempre que possível, avisar previamente o serviço de saúde para que a equipe organize o acolhimento.
Vacinação avança em São Paulo, mas segunda dose ainda exige atenção
Os dados da Secretaria de Saúde mostram uma evolução da cobertura vacinal contra o sarampo no Estado entre abril e agosto de 2026. A primeira dose passou de 86,56% para 96,29%, crescimento de 9,73 pontos percentuais no período.
A segunda dose também apresentou avanço, saindo de 72,72% para 83,81%, aumento de 11,09 pontos percentuais. Apesar da melhora, o índice permanece abaixo do registrado para a primeira aplicação, evidenciando uma diferença de 12,48 pontos percentuais entre as duas coberturas em agosto.
A atualização do esquema vacinal é especialmente importante para quem pretende viajar ao exterior ou participar de atividades com grande concentração de pessoas. A quantidade de doses necessárias varia conforme a idade e a situação de cada pessoa.
Quem precisa tomar a vacina contra o sarampo?
De acordo com o calendário apresentado pela Secretaria de Estado da Saúde, o esquema de vacinação segue as seguintes orientações:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses;
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias;
- Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada;
- Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
A chamada dose zero também está indicada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. A aplicação pode ser recomendada em ações de bloqueio após contato com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação da vigilância epidemiológica.
Essa dose antecipada não substitui as aplicações previstas aos 12 e aos 15 meses, que continuam necessárias para completar o esquema de rotina.
Onde consultar informações sobre vacinação
A Secretaria de Saúde disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne orientações sobre segurança dos imunizantes, calendário vacinal, prevenção de doenças e respostas às principais perguntas da população.
O acesso é gratuito e pode ajudar passageiros e familiares a esclarecer dúvidas antes da viagem. A recomendação para quem pretende embarcar é conferir a documentação vacinal com antecedência e procurar uma unidade de saúde caso seja necessário atualizar as doses.
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