Responsabilidade Social • 16:08h • 16 de setembro de 2026
Vagalumes e fungos que brilham no escuro inspiram turismo de natureza em SP
Levantamento na Jureia identificou 28 espécies bioluminescentes e motivou proposta de passeios que aliem conservação e renda para comunidades locais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Revista Pesquisa Fapesp | Foto: Arquivo/Âncora1
O brilho de vagalumes, fungos e até microrganismos marinhos pode abrir novos caminhos para o turismo de natureza no litoral paulista. Pesquisadores identificaram 28 espécies bioluminescentes na Estação Ecológica de Jureia-Itatins, em Peruíbe, durante um levantamento realizado entre janeiro de 2024 e janeiro de 2026. Os resultados motivaram uma proposta de visitas noturnas para pequenos grupos, ainda em discussão.
Liderada pelo biólogo Danilo Trabuco do Amaral, da Universidade Federal do ABC (UFABC), a equipe encontrou 23 espécies de vagalumes, quatro de fungos e uma de microrganismo marinho. Este último foi responsável pelo brilho azulado observado na água da praia da Barra do Una. O estudo recebeu apoio do programa Biota-FAPESP.
A proposta prevê guias especialmente treinados, orientação aos visitantes e estruturas que reduzam o impacto sobre o solo. Como o acesso à estação é restrito, os passeios dependeriam de autorização. A atividade poderia gerar renda para comunidades caiçaras e incentivar a proteção desses organismos, sensíveis à poluição e ao excesso de iluminação artificial.
Experiência no Petar mostra o potencial
No Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira (Petar), em Iporanga, a observação noturna já integra um passeio oferecido pela agência Planeta Trilha, cujos guias receberam treinamento inicial do químico Cassius Stevani, da USP.
A experiência atendeu cerca de mil pessoas em três anos e apresenta fungos bioluminescentes, vagalumes e outros fenômenos luminosos. Alguns deles são diferentes da bioluminescência, como a fluorescência, observada quando determinados organismos e minerais são iluminados por luz ultravioleta.
Leia a matéria completa na Revista Pesquisa Fapesp.
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