• Copa do Mundo 2026: confira os jogos deste domingo e os destaques dos grupos E e F
  • Gritou no gol e ficou rouco? Saiba quando a perda de voz merece atenção
  • Governo de SP abre concurso público com 70 vagas para a Fundação Florestal
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 14:41h • 14 de junho de 2026

Vacinação avança no Brasil, mas cobertura ainda está abaixo das metas e preocupa especialistas

Apesar da recuperação dos índices de imunização nos últimos anos, a maioria das vacinas do calendário nacional ainda não alcança a cobertura considerada ideal. Especialistas alertam para o risco de retorno de doenças como sarampo e poliomielite e reforçam a importância de manter a vacinação em dia

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do Butantan | Foto: Arquivo Âncora1

Em 2025, nenhum estado brasileiro atingiu a meta de 95% de vacinação contra a poliomielite, sendo o Norte a região com o menor índice do país (78,8%). Até abril de 2026, a cobertura com a VIP foi de 85,16% entre menores de 1 ano e de 77,50% em crianças de até 1 ano.
Em 2025, nenhum estado brasileiro atingiu a meta de 95% de vacinação contra a poliomielite, sendo o Norte a região com o menor índice do país (78,8%). Até abril de 2026, a cobertura com a VIP foi de 85,16% entre menores de 1 ano e de 77,50% em crianças de até 1 ano.

O Brasil chega ao Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, com sinais positivos de recuperação das coberturas vacinais. Após anos marcados pela queda nos índices de vacinação e pelo aumento da hesitação vacinal, os dados mais recentes mostram uma retomada gradual da adesão da população às campanhas de imunização. Ainda assim, especialistas alertam que a maioria das vacinas oferecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) permanece abaixo das metas recomendadas para garantir proteção coletiva.

A vacinação é considerada uma das principais estratégias de saúde pública do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os imunizantes foram responsáveis por cerca de 40% da redução da mortalidade infantil global nos últimos 50 anos. Desde 1974, estima-se que mais de 154 milhões de mortes tenham sido evitadas graças às vacinas, sendo a grande maioria entre crianças menores de cinco anos.

Coberturas vacinais seguem em recuperação

Dados do Ministério da Saúde mostram que o país vem registrando crescimento gradual das coberturas vacinais desde 2022. Em 2024, apenas três vacinas aplicadas no primeiro ano de vida alcançaram a meta recomendada: a BCG, que protege contra formas graves da tuberculose; a vacina contra hepatite B; e a primeira dose da tríplice viral, que previne sarampo, caxumba e rubéola.

Em 2025, as vacinas BCG e hepatite B continuaram apresentando cobertura superior a 95%, enquanto a vacina contra o rotavírus também registrou desempenho considerado satisfatório. Apesar disso, até abril de 2026 nenhum imunizante do calendário nacional havia atingido a chamada cobertura ótima. Algumas vacinas apresentam índices preocupantes, como a segunda dose da tríplice viral, a vacina contra varicela e o primeiro reforço da DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.

Especialistas destacam que o aumento da cobertura vacinal tem sido impulsionado por investimentos do governo federal, fortalecimento das campanhas de conscientização e adoção de estratégias voltadas às realidades locais. No entanto, alcançar os últimos pontos percentuais necessários para atingir as metas continua sendo um grande desafio.

Risco de retorno de doenças controladas

A baixa cobertura vacinal mantém o país vulnerável à reintrodução de doenças que já estavam controladas ou eliminadas. Um dos principais exemplos é a poliomielite. O Brasil não atinge a meta de vacinação contra a doença desde 2016, e os índices atuais continuam abaixo do recomendado.

Embora o país esteja livre da circulação do poliovírus selvagem há décadas, a redução da imunização aumenta o risco de casos importados. Em 2026, a cobertura da vacina injetável contra a poliomielite permaneceu distante do objetivo estabelecido pelas autoridades de saúde.

O sarampo também preocupa. Em março deste ano, um bebê de seis meses contraiu a doença após uma viagem à Bolívia. Como a criança ainda não tinha idade para receber a vacina prevista no calendário nacional, sua proteção dependia da chamada imunidade coletiva, obtida quando a maioria da população está vacinada.

Mesmo com a recertificação do Brasil como país livre da circulação endêmica do sarampo, conquistada em 2024, especialistas reforçam que esse status depende da manutenção de altas coberturas vacinais em todo o território nacional.

HPV e gripe seguem como desafios

Outras vacinas também enfrentam dificuldades para atingir as metas estabelecidas. A imunização contra o HPV, recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, continua apresentando índices abaixo do esperado. As coberturas variam entre as faixas etárias e ainda estão distantes da meta de 90%.

Os números mais baixos são observados justamente entre as crianças de nove anos, idade considerada ideal para iniciar a vacinação. Especialistas reforçam que a proteção precoce é fundamental para prevenir diversos tipos de câncer e outras doenças associadas ao papilomavírus humano.

A vacina contra a gripe também apresenta baixa adesão. Em 2025, pouco mais da metade do público prioritário foi imunizada nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A situação é ainda mais preocupante em algumas localidades, onde a cobertura ficou abaixo de 50%.

Combate à desinformação

Entre os fatores que contribuem para a baixa cobertura vacinal está a disseminação de informações falsas sobre a segurança das vacinas. O fenômeno ganhou força durante a pandemia de Covid-19 e continua impactando a confiança de parte da população.

Especialistas lembram que as vacinas estão entre os medicamentos mais seguros disponíveis. Antes de serem liberadas para uso, passam por rigorosos testes e pela avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, permanecem sob monitoramento constante mesmo após serem incorporadas às campanhas de vacinação.

As reações mais comuns costumam ser leves e temporárias, como dor no local da aplicação, vermelhidão, febre baixa e mal-estar. Para os especialistas, ampliar a informação de qualidade e combater a desinformação são medidas fundamentais para aumentar a adesão às vacinas e evitar o retorno de doenças que já poderiam estar controladas no país.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:38h • 14 de junho de 2026

Governo de SP entrega novo polo turístico e cultural em Olímpia

Espaço que homenageia o arquiteto Ruy Ohtake contou com investimento de R$ 6,3 milhões e abrigará o Espaço Catavento no município, com exposições interativas, realidade virtual e atividades educativas

Descrição da imagem

Cidades • 16:03h • 14 de junho de 2026

Maracaí promove palestra sobre os direitos da pessoa idosa durante o Junho Violeta

Evento gratuito acontece no dia 15 de junho e terá participação do promotor de Justiça Wesley Ciciliato e apresentação do Coral da 3ª Idade

Descrição da imagem

Variedades • 15:13h • 14 de junho de 2026

Fauna das Américas ajudou a transformar teorias sobre a origem e a distribuição dos animais no mundo

Animais como preguiça, tatu, tamanduá e anta desafiaram as explicações europeias dos séculos 16 a 18 sobre a natureza e contribuíram para mudanças importantes na forma de compreender a distribuição das espécies pelo planeta

Descrição da imagem

Variedades • 14:21h • 14 de junho de 2026

Notificações, vídeos curtos e ansiedade: como a dopamina artificial está mudando o cérebro

Excesso de notificações, vídeos curtos e redes sociais altera circuitos de recompensa, prejudica o sono, reduz a concentração e pode até influenciar o metabolismo

Descrição da imagem

Saúde • 13:53h • 14 de junho de 2026

Crianças trocam comida de verdade por ultraprocessados, e o impacto já aparece na balança

Com um terço das crianças brasileiras acima do peso, nutricionistas defendem a valorização das refeições tradicionais e dos hábitos alimentares construídos dentro de casa

Descrição da imagem

Educação • 13:18h • 14 de junho de 2026

Unesp aprova cotas para docentes pretos, pardos e indígenas

Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária aprovou por unanimidade resolução que destina um terço das vagas para ingresso por concurso público na carreira acadêmica

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 12:34h • 14 de junho de 2026

SP terá a primeira usina do país para capturar e armazenar carbono do etanol de cana

Iniciativa com investimento estimado de R$ 30 milhões reúne Fapesp, USP, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e setor produtivo

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 11:58h • 14 de junho de 2026

Copa do Mundo com sabor do México: como aproveitar a culinária típica sem exagerar na pimenta

Especialista explica como adaptar a intensidade dos pratos, preservar a tradição mexicana e evitar desconfortos durante os encontros para assistir aos jogos

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar