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Saúde • 15:40h • 16 de novembro de 2025

USP explica como vínculo entre tutores e cães afeta comportamento

Semelhanças de personalidade entre humanos e pets ajudam a fortalecer vínculos, mas também podem gerar conflitos na rotina

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Relação entre humanos e cães vai além do afeto e pode revelar semelhanças emocionais e comportamentais
Relação entre humanos e cães vai além do afeto e pode revelar semelhanças emocionais e comportamentais

Mais do que companheiros, os cães podem ser verdadeiros reflexos de seus tutores. Um estudo publicado na revista acadêmica Personality and Individual Differences aponta que pessoas e seus pets compartilham traços de personalidade e até hábitos de saúde semelhantes. Essas semelhanças podem surgir já na hora da escolha do animal ou se fortalecer à medida que a convivência se estreita.

A especialista em psicologia experimental e etologia Mariana Hess, mestre pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP, explica que o comportamento do tutor pode influenciar diretamente o do cão. “Tutores que têm traços mais elevados de neuroticismo (nível crônico de desajustamento e instabilidade emocional) podem ter cães mais inseguros, que apresentam ansiedade. Pessoas mais neuróticas acabam sendo um pouco mais instáveis emocionalmente e podem atrapalhar até mesmo a forma como o cão interpreta o treinamento. Já pessoas extrovertidas geralmente têm cães mais sociáveis. Tutores com maior conscienciosidade tendem a ter cães mais obedientes, o que reduz as dificuldades no adestramento justamente pela estabilidade e consistência que mantêm no treino.”

Convivência e saúde mental

Apesar de parecer sempre positivo, Mariana explica que as semelhanças entre tutor e cão nem sempre trazem benefícios à relação. “Quanto maior o nível de apego, maior também o nível de ansiedade, estresse e depressão. Isso não significa necessariamente que um cão vai trazer mais ansiedade, depressão e estresse. Significa que o nível de apego seja tão exacerbado, que pode ser usado como uma forma de combate nessas questões. É uma forma de tentar lidar com o enfrentamento para um nível maior desses sentimentos.” Ela continua: “um tutor que é muito extrovertido, ativo, enérgico e sai muito, às vezes quer levar o cão, mas se ele for ansioso, ele pode ficar muito estressado nessas situações sociais. Se o tutor sai muito e deixa o cão muito tempo sozinho, isso também pode ser ruim. Ao contrário também, se são cães muito ativos e enérgicos, com tutores que ficam mais em casa, acaba sendo ruim porque o cão vai ficar muito agitado, inquieto e estressado”.

Por outro lado, Mariana destaca que certas semelhanças podem favorecer a relação. “Quando há traços em comum, como extroversão ou amabilidade, o vínculo tende a ser mais positivo. Tutores sociáveis e cooperativos costumam proporcionar interações mais saudáveis e prazerosas para o cão, promovendo bem-estar físico e emocional, além de fortalecer laços mais estáveis e seguros.” Ela destaca que “nem sempre a semelhança de personalidade é o fator determinante para a qualidade do vínculo, e sim quais tipos de semelhança estão presentes.”

A especialista conclui que o cão é um apego seguro. “Ele sempre vai estar com você e isso traz uma segurança de apego, o que acaba facilitando até mesmo para você ter outras relações seguras”, explica. “O fato de você desenvolver essa relação com o seu pet ajuda também a desenvolver uma melhor relação com outras pessoas.”

Rotina ativa, corpo e mente mais saudáveis

Mariana afirma que a relação pode influenciar o nível de atividade física de ambos. “Quanto mais o tutor sai para passear e fazer atividade física, tem correlação, incluindo o cão a sair com ele. Se o tutor é uma pessoa mais ativa, sair para passear com o pet acaba não sendo um grandíssimo esforço e isso faz com que o cão também tenha mais nível de atividade física.”

Segundo a especialista, essa rotina traz benefícios diretos à saúde do animal. “É um fator de proteção para doenças crônicas e músculo-esqueléticas, além da obesidade. Mentalmente também, uma atividade física mais regular tem relação com menor índice de ansiedade e agressividade.”

Escolha consciente e adoções mais responsáveis

Com base no estudo, a especialista acredita que esse tipo de conhecimento pode contribuir para adoções mais responsáveis no futuro. “Entendendo que existem alguns alinhamentos de temperamento e personalidade que vão ser positivos ou não para a relação, é essencial entender qual cão vai fazer mais sentido na nossa vida, sem querer ficar moldando-o.”

Ainda segundo Mariana, esse tipo de adoção pode beneficiar especialmente cães mais velhos. “Cães mais velhos costumam ser mais compatíveis com determinadas pessoas, porque já conhecemos melhor sua personalidade, o nível de atividade física e o grau de atenção que precisam. Tudo isso se define com o tempo. Assim, podemos ampliar o olhar para a adoção de cães adultos, e não apenas de filhotes.”

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