Ciência e Tecnologia • 10:46h • 15 de maio de 2026
Uso de IA na saúde chega a 18% dos estabelecimentos do país
Pesquisa aponta uso maior na rede privada e entraves à expansão
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O uso de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já está presente em 18% dos estabelecimentos brasileiros de atendimento, sendo 11% na rede pública e 21% na rede privada.
Os dados fazem parte da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, divulgada na terça-feira (12) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O levantamento ouviu 3.270 gestores de estabeleimentos de saúde em todo o país e foi organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
Segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, a rápida expansão das tecnologias de inteligência artificial nos últimos anos motivou a ampliação da pesquisa para entender como essas ferramentas estão sendo incorporadas ao sistema de saúde brasileiro.
Entre as principais aplicações da IA nos estabelecimentos de saúde estão a organização de processos clínicos e administrativos, utilizada por 45% das instituições que adotam a tecnologia. Em seguida aparecem melhorias na segurança digital (36%), aumento da eficiência dos tratamentos (32%), apoio à logística (31%), gestão de recursos humanos e recrutamento (27%), auxílio em diagnósticos (26%) e apoio na dosagem de medicamentos (14%).
Apesar do crescimento, a adoção da inteligência artificial ainda enfrenta obstáculos importantes. Em hospitais com mais de 50 leitos, os principais desafios apontados pelos gestores foram os altos custos de implementação, mencionados por 63% dos entrevistados, a falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação profissional (51%).
A coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, Luciana Portilho, destaca que o avanço da IA na saúde exige profissionais qualificados para garantir o uso seguro e responsável da tecnologia. Segundo ela, também é fundamental consolidar diretrizes e marcos regulatórios capazes de sustentar uma adoção ética da inteligência artificial em um setor que lida diretamente com informações sensíveis e com o cuidado aos pacientes.
O levantamento aponta ainda que 9% dos estabelecimentos utilizam internet das coisas e 5% já contam com tecnologias robóticas conectadas à internet.
Entre os serviços digitais oferecidos aos pacientes, 39% dos estabelecimentos disponibilizam acesso online a resultados de exames. O agendamento de consultas é oferecido por 34% das instituições e o de exames por 32%.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita