• Nova pós-graduação aposta na formação de animadores 360º no Brasil
  • Fevereiro de 2026: veja como fica o funcionamento do comércio de Assis
  • Polícia Civil desarticula pontos de tráfico em Assis durante a Operação Red Line
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 15:49h • 11 de agosto de 2025

Uso de anabolizantes altera colesterol e aumenta risco de infarto

Alerta é da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Agência Brasil | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A pesquisa analisou 92 praticantes de musculação e revelou alta prevalência de uso combinado das substâncias.
A pesquisa analisou 92 praticantes de musculação e revelou alta prevalência de uso combinado das substâncias.

No Dia Mundial de Combate ao Colesterol, lembrado na última sexta-feira (8), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) alerta que o uso indiscriminado de anabolizantes figura, cada vez mais, como fator silencioso de risco cardiovascular – sobretudo entre jovens.

A entidade define anabolizantes como substâncias cuja estrutura básica se assemelha ao hormônio sexual masculino, a testosterona, e geralmente são utilizados para promover hipertrofia muscular com a finalidade de melhorar o desempenho esportivo ou por questões estéticas.

“Em contrapartida, elas reduzem significativamente o HDL, conhecido como colesterol bom, e aumentam o LDL, o colesterol ruim. Além disso, promovem resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral e outros fatores associados à chamada síndrome metabólica, condição clínica que aumenta o risco cardiovascular de maneira marcante.”

De acordo com a SBEM, estudo recente publicado pela revista Sports Medicine Open avaliou os efeitos metabólicos do uso de esteroides anabolizantes, insulina e hormônio do crescimento entre fisiculturistas amadores.

A pesquisa analisou 92 praticantes de musculação e revelou alta prevalência de uso combinado das substâncias.

“Entre os usuários, foram observadas alterações significativas no perfil lipídico e hepático, como queda expressiva no colesterol HDL, aumento nas enzimas hepáticas ALT e AST e alterações em enzimas ligadas ao metabolismo de ácidos graxos”, destacou a entidade.

Os achados, segundo a SBEM, sugerem impactos relevantes na saúde metabólica, com elevação do risco cardiovascular mesmo em indivíduos jovens e aparentemente saudáveis.

Outro levantamento, publicado pela revista Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, revisou evidências sobre efeitos crônicos de esteroides anabolizantes na saúde metabólica e cardiovascular.

O estudo corrobora que o uso prolongado das substâncias está associado à redução do colesterol HDL, elevação do LDL, resistência à insulina e maior acúmulo de gordura visceral.

“O conjunto desses fatores configura a síndrome metabólica, fortemente associada a infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O estudo ainda destaca que, mesmo após a interrupção do uso, o organismo pode manter alterações hormonais e inflamatórias que perpetuam esses riscos”, destacou a SBEM.

Números

Dados apresentados pela entidade mostram que cerca de 6,4% dos homens já utilizaram anabolizantes e que a taxa pode ser ainda mais alta entre frequentadores de academias.

Em muitos casos, o uso não se limita a esteroides e envolve também insulina e hormônio do crescimento, o que, segundo a SBEM, potencializa os efeitos adversos.

“Há relatos de infarto precoce em pessoas com menos de 40 anos, sem histórico familiar, mas com uso frequente dessas substâncias”, alertou.

Campanha

Em 2025, a campanha encabeçada pela entidade para o Dia Mundial de Combate ao Colesterol reforça a importância de escolhas conscientes quando o assunto é saúde cardiovascular, classificando como fundamental buscar informação de qualidade e acompanhamento médico antes de qualquer intervenção que afete o metabolismo.

Prescrição médica

Em 2023, o Conselho Federal de Medicina (CFM) vetou a prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes (EAA) com finalidade estética, para ganho de massa muscular e/ou melhora do desempenho esportivo, seja para atletas amadores ou profissionais, por inexistência de comprovação científica suficiente que sustente seu benefício e a segurança do paciente.

A norma destaca a inexistência de estudos clínicos randomizados de boa qualidade metodológica que demonstrem a magnitude dos riscos associados à terapia hormonal androgênica em níveis acima dos fisiológicos, tanto em homens quanto em mulheres, além da ausência de comprovação científica de condição clínico-patológica na mulher decorrente de baixos níveis de testosterona ou androgênios.

Dentre os efeitos adversos citados pela entidade estão hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial sistêmica e infarto agudo do miocárdio, aterosclerose, estado de hipercoagulabilidade, aumento da trombogênese e vasoespasmo, doenças hepáticas como hepatite medicamentosa, insuficiência hepática aguda e carcinoma hepatocelular, transtornos mentais e de comportamento, incluindo depressão e dependência, além de distúrbios endócrinos como infertilidade, disfunção erétil e diminuição de libido.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 20:20h • 21 de janeiro de 2026

Zelofilia existe ou é só moda digital? Especialista questiona novo rótulo emocional

Especialista alerta para a banalização de diagnósticos e critica a transformação de emoções humanas em supostas patologias

Descrição da imagem

Educação • 19:37h • 21 de janeiro de 2026

Nova pós-graduação aposta na formação de animadores 360º no Brasil

Curso reúne técnicas do 2D ao 3D e propõe ensino criativo, acessível e focado em identidade autoral e portfólio profissional

Descrição da imagem

Mundo • 18:23h • 21 de janeiro de 2026

Empreendedor brasileiro acelera nos resultados, mas ainda freia no planejamento

Levantamento com mais de 32 mil perfis revela força em influência e entusiasmo, mas fragilidades em competências ligadas à constância e à estratégia

Descrição da imagem

Cidades • 17:30h • 21 de janeiro de 2026

Fevereiro de 2026: veja como fica o funcionamento do comércio de Assis

ACIA publica cronograma sugestivo com horários especiais, destaque para sábado estendido e fechamento no Carnaval

Descrição da imagem

Saúde • 17:05h • 21 de janeiro de 2026

O mito dos 10 mil passos: quanto movimento o corpo realmente precisa para ganhar saúde

Especialista explica por que regularidade e constância valem mais do que metas fixas e como caminhar do jeito certo faz diferença

Descrição da imagem

Cidades • 16:44h • 21 de janeiro de 2026

Florínea convoca setor turístico para reunião e eleição do Conselho Municipal de Turismo

Encontro do COMTUR acontece na sexta-feira, dia 30 de janeiro, no Centro de Convenções

Descrição da imagem

Economia • 16:13h • 21 de janeiro de 2026

Entre juros altos e custos crescentes, famílias voltam a planejar o carro próprio

Com veículos mais caros, despesas fixas pressionadas e juros elevados, consumidores planejam a compra priorizando previsibilidade e alternativas sem juros

Descrição da imagem

Policial • 15:50h • 21 de janeiro de 2026

Polícia Civil desarticula pontos de tráfico em Assis durante a Operação Red Line

Ação conjunta com a Polícia Militar cumpre mandados judiciais, apreende drogas, dinheiro e eletrônicos e resulta em prisões em flagrante

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar