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Ciência e Tecnologia • 17:28h • 25 de outubro de 2025

Unesp participa de grupo que aponta 481 entraves à pesquisa científica com cannabis no Brasil

Nota técnica reúne obstáculos burocráticos e regulatórios; documento propõe regulamentação que favoreça avanços científicos e econômicos nos setores farmacêutico, agrícola e têxtil

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Arquivo/Âncora1

Pesquisadores da Unesp integram grupo que aponta entraves à pesquisa científica com cannabis no Brasil
Pesquisadores da Unesp integram grupo que aponta entraves à pesquisa científica com cannabis no Brasil

O potencial científico e econômico da cannabis ainda esbarra em barreiras que travam o avanço das pesquisas no Brasil. Um levantamento divulgado em setembro pelo Grupo de Trabalho (GT) de Regulamentação Científica da Cannabis, coordenado pela Embrapa e composto por 31 instituições de ensino e pesquisa, entre elas a Unesp, identificou 481 dificuldades enfrentadas por pesquisadores que buscam estudar a planta.

As limitações vão desde custos elevados de importação de insumos, como reagentes e amostras padronizadas, até trâmites sem prazos definidos, ausência de protocolos específicos e falta de clareza sobre as regras de cultivo e circulação de material biológico.

De acordo com o docente André Gonzaga dos Santos, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp em Araraquara, integrante do grupo responsável pelo documento, a nota técnica foi encaminhada ao Ministério da Saúde e à Anvisa para subsidiar a criação de normas que garantam autonomia e segurança para o desenvolvimento de estudos científicos.

“Precisamos de uma regulamentação que assegure autonomia às universidades para realizar pesquisas, sem abrir mão do controle e da transparência. Isso traria segurança aos pesquisadores e fortaleceria a ciência nacional”, explica Gonzaga.

Entre os principais pontos apontados estão a burocracia para obtenção de autorizações, a demora na liberação de importações e a falta de padronização dos insumos estrangeiros, o que compromete a consistência dos resultados. “Importar amostras é caro e ineficiente. O Brasil precisa desenvolver sua própria base de pesquisa para entender como a planta se comporta em nossos solos e condições climáticas”, completa o pesquisador.

O documento também destaca o impacto econômico de uma regulamentação clara e abrangente. Segundo o Anuário da Cannabis Medicinal, o mercado farmacêutico brasileiro poderia movimentar R$ 9,4 bilhões por ano. Além disso, a regularização da pesquisa e do cultivo científico abriria espaço para o desenvolvimento de variedades de cânhamo industrial, utilizadas na produção têxtil e de papel, e contribuiria para reduzir o custo de medicamentos à base de canabinoides, que hoje chegam a custar até R$ 2 mil em versões importadas.

Para os pesquisadores, o país tem potencial para se tornar referência científica e produtiva na área, desde que haja clareza regulatória e incentivo à pesquisa aplicada. “Estudar a cannabis com rigor e autonomia é fundamental para gerar conhecimento, inovação e benefícios sociais e econômicos”, conclui Gonzaga.

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