Variedades • 10:11h • 11 de setembro de 2026
Umidade volta a 100% em Assis no fim de semana e pode fazer pisos e objetos “suarem” novamente
Inmet prevê chuva e trovoadas, com saturação da umidade no sábado e domingo; sequência pode favorecer condensação, mofo, fungos e ácaros dentro de casa
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do INMET | Foto: Arquivo/Âncora1
O fim de semana será de muita umidade, chuva e variação de temperatura em Assis. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica umidade relativa do ar chegando a 100% tanto no sábado (12) quanto no domingo (13), condição que merece atenção depois do fenômeno observado por moradores da cidade na última quarta-feira (9), quando pisos, paredes, vidros, móveis e até eletrodomésticos ficaram cobertos por umidade, como se estivessem “suando”.
A sexta-feira (11) já terá umidade elevada, variando entre 70% e 95%. Para sábado, o cenário fica ainda mais úmido variando de 60% a 100%. O Inmet prevê muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas.
No domingo, a temperatura cai e a umidade permanecerá muito alta durante todo o dia, oscilando entre 80% e 100%, novamente com previsão de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
A combinação de ar muito úmido, chuva, superfícies frias e pouca oportunidade para secagem pode favorecer novamente a condensação percebida em Assis nesta semana. Quando uma superfície está suficientemente fria em relação ao ar úmido ao redor, o vapor de água se condensa sobre ela e forma pequenas gotas. É daí que vem a impressão de que piso, parede, espelho, geladeira e outros objetos estão “transpirando”.
Por que passar um pano e secar pode não resolver?
Em períodos de umidade muito elevada, retirar a água da superfície não elimina a condição que provocou a condensação. Se o ambiente continuar carregado de umidade e a superfície permanecer fria, novas gotículas podem se formar pouco tempo depois.
Pisos frios são especialmente perceptíveis porque podem permanecer abaixo da temperatura do ar por mais tempo. O problema também pode aparecer em vidros, espelhos, azulejos, metais, paredes e eletrodomésticos.
A umidade máxima de 100% prevista pelo Inmet também não significa que todas as casas de Assis necessariamente terão condensação. A ocorrência dentro dos imóveis depende de fatores como temperatura das superfícies, circulação do ar, ventilação, características da construção e quantidade de vapor presente no ambiente.
Umidade persistente favorece mofo, fungos e ácaros
O principal problema dentro das residências ocorre quando essa condição permanece por períodos prolongados. Ambientes constantemente úmidos favorecem o desenvolvimento de mofo e outros fungos e criam condições mais favoráveis à proliferação de ácaros.
A atenção deve ser maior em quartos, armários, colchões, estofados, cortinas, paredes atrás de móveis e locais com pouca circulação de ar. Materiais que absorvem umidade podem permanecer úmidos mesmo depois que pisos e outras superfícies aparentam ter secado.
Além de manchas, odor característico e deterioração de materiais, mofo e ácaros podem agravar sintomas respiratórios e alérgicos, especialmente em pessoas que já apresentam rinite, asma ou outras sensibilidades.
O que fazer dentro de casa durante os dias muito úmidos
Sempre que as condições externas permitirem, favorecer a circulação e a renovação do ar ajuda a retirar a umidade acumulada. Nos períodos de chuva ou quando o ar externo estiver extremamente úmido, porém, deixar portas e janelas totalmente abertas por longos períodos pode não ajudar e pode levar ainda mais umidade para dentro.
Água condensada em pisos, vidros e outras superfícies deve ser removida, principalmente para evitar que permaneça em contato com paredes, móveis e objetos. Ventiladores podem auxiliar na circulação do ar, enquanto aparelhos de ar-condicionado no modo de desumidificação e desumidificadores são alternativas para reduzir a umidade interna quando disponíveis.
Também é recomendável evitar secar roupas dentro de ambientes fechados, manter alguma distância entre móveis e paredes com tendência a acumular umidade, verificar áreas atrás de armários e camas e permitir circulação de ar em guarda-roupas quando houver excesso de umidade.
Em pisos que estejam constantemente molhados pela condensação, o cuidado deve ser redobrado devido ao risco de escorregões. Equipamentos elétricos, tomadas, extensões e aparelhos também não devem permanecer em contato com água ou superfícies molhadas.
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