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Saúde • 11:15h • 05 de março de 2025

Um a cada três brasileiros vive com obesidade, mostra relatório global

Dados são do Atlas Mundial da Obesidade 2025

Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

O relatório mostra que, no Brasil, 68% da população tem excesso de peso.
O relatório mostra que, no Brasil, 68% da população tem excesso de peso.

A obesidade é uma realidade crescente no Brasil, afetando aproximadamente um terço da população. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025 (World Obesity Atlas 2024), publicado pela Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF), 31% dos brasileiros vivem com obesidade, e essa taxa tende a aumentar nos próximos cinco anos. Além disso, cerca de 40% a 50% da população adulta não pratica atividades físicas com a regularidade e intensidade recomendadas.

O relatório revela que 68% da população brasileira tem excesso de peso, sendo que 37% estão acima do peso e 31% são obesos. As projeções indicam que até 2030 o número de homens com obesidade pode aumentar em 33,4%, enquanto entre as mulheres o crescimento pode chegar a 46,2%.

Impactos na Saúde

O excesso de peso e a obesidade estão associados a sérios riscos para a saúde. Segundo o Atlas, em 2021, cerca de 60,9 mil mortes prematuras no Brasil foram atribuídas a doenças crônicas não transmissíveis relacionadas ao sobrepeso e obesidade, incluindo diabetes tipo 2 e acidente vascular cerebral (AVC).

Diante desse cenário preocupante, especialistas destacam a necessidade de tratar a obesidade como uma questão de saúde pública. O endocrinologista Marcio Mancini, diretor do Departamento de Tratamento Farmacológico da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), enfatiza que a responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre o indivíduo. Ele argumenta que políticas públicas são essenciais para enfrentar o problema de forma eficaz.

Medidas Necessárias

Entre as estratégias sugeridas para combater a obesidade estão o aumento da tributação sobre bebidas açucaradas, a rotulagem clara de alimentos com altos níveis de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio, além da promoção de hábitos alimentares saudáveis. Mancini também ressalta a necessidade de tornar alimentos saudáveis mais acessíveis e de intensificar campanhas educativas nas escolas, destacando que ações esporádicas não são suficientes para provocar mudanças significativas nos hábitos alimentares da população.

O especialista ainda aponta que fatores como segurança pública e urbanismo influenciam diretamente a qualidade de vida da população. Ambientes mais seguros e bem iluminados, transporte público de qualidade e espaços públicos adequados, como parques e calçadas acessíveis, podem incentivar uma rotina mais ativa e saudável.

Situação Global

A obesidade é uma preocupação mundial, afetando atualmente mais de 1 bilhão de pessoas. Projeções indicam que, se nenhuma medida for tomada, esse número pode ultrapassar 1,5 bilhão até 2030. O Atlas destaca que dois terços dos países não estão preparados para enfrentar esse crescimento, com apenas 7% deles possuindo sistemas de saúde adequados para lidar com a obesidade.

Estima-se que a obesidade esteja relacionada a 1,6 milhão de mortes prematuras por ano em decorrência de doenças não transmissíveis, superando até mesmo as fatalidades causadas por acidentes de trânsito. A Federação Mundial da Obesidade propõe políticas como melhor rotulagem de alimentos, tributação de produtos prejudiciais e incentivo à prática de atividades físicas como soluções para conter essa epidemia global.

Embora a situação brasileira seja menos crítica que a dos Estados Unidos, onde 75% da população tem excesso de peso e 44% são obesos, o país ainda apresenta números piores do que nações como a China, onde 41% da população tem sobrepeso e apenas 9% são obesos. Segundo Mancini, a alimentação do brasileiro tem piorado nos últimos anos, com a substituição de alimentos tradicionais como arroz e feijão por produtos ultraprocessados, o que agrava o cenário.

Mudar o Mundo Pela Saúde

Para reverter essa tendência, a campanha "Mudar o Mundo Pela Saúde" busca mobilizar governos, organizações de saúde e a sociedade em geral para promover mudanças estruturais. Em alusão ao Dia Mundial da Obesidade, celebrado na terça-feira (4), a Abeso, em parceria com a SBEM, lançou o e-book gratuito "Mudar o Mundo Pela Nossa Saúde", que propõe análises e soluções para melhorar políticas públicas e estratégias de prevenção e tratamento da obesidade no Brasil.

Com esforços coordenados e ações efetivas, é possível reduzir o impacto da obesidade na sociedade e garantir uma vida mais saudável para as futuras gerações.



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