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Mundo • 10:26h • 06 de dezembro de 2025

Um a cada quatro idosos trabalhava em 2024, aponta IBGE

A inserção das pessoas idosas no mercado de trabalho por posição na ocupação ocorre, principalmente, pelo trabalho por conta própria (43,3%)

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1

Em 2024, entre 60 e 69 anos, quase metade dos homens (48%) e pouco mais de um quarto das mulheres (26,2%) estavam ocupados. Com 70 anos ou mais, 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres ainda permaneciam ocupados no mercado de trabalho.
Em 2024, entre 60 e 69 anos, quase metade dos homens (48%) e pouco mais de um quarto das mulheres (26,2%) estavam ocupados. Com 70 anos ou mais, 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres ainda permaneciam ocupados no mercado de trabalho.

A população idosa do Brasil cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Entre 2012 e 2024, o número de pessoas com 60 anos ou mais passou de 22 milhões para 34,1 milhões — um aumento de 53,3%. Em 2024, cerca de um quarto desse grupo estava ocupado: o nível de ocupação chegou a 24,4%, sendo 34,2% entre homens e 16,7% entre mulheres.

As pessoas idosas apresentaram taxas de desocupação (2,9%) e de subutilização (13,2%) menores que as observadas na média da população, que foram de 6,6% e 16,2%, respectivamente. Os dados integram o capítulo sobre estrutura econômica e mercado de trabalho da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2025, estudo do IBGE que também aborda educação, padrão de vida e distribuição de rendimentos.

Entre os idosos de 60 a 69 anos, quase metade dos homens (48%) e pouco mais de um quarto das mulheres (26,2%) estavam ocupados em 2024. Já entre aqueles com 70 anos ou mais, 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres continuavam em atividade.

Segundo Denise Freire, analista do estudo, fatores como maior expectativa de vida, mudanças nos arranjos familiares, alta informalidade e alterações na Previdência Social tendem a manter as pessoas no mercado de trabalho por mais tempo.

A taxa de ocupação dos idosos vinha crescendo gradualmente até 2019, mas caiu durante a pandemia — de 23,1% para 19,8% em 2020 — devido à necessidade de proteção desse grupo. A partir de 2022, houve recuperação, chegando a 24,4% em 2024, o maior índice da série histórica.

A maior parte das pessoas idosas ocupadas atua como trabalhadora por conta própria (43,3%) ou como empregadora (7,8%), proporções bem superiores às registradas entre a população de 14 anos ou mais.

O rendimento médio habitual do trabalho principal para quem tem 60 anos ou mais foi de R$ 3.108 em 2024, valor 14,6% maior que o recebido pela média da população ocupada. As desigualdades, porém, permanecem marcantes: mulheres idosas ganharam em média R$ 2.718 — 33,2% a menos que os homens — e pessoas pretas ou pardas receberam R$ 2.403, quase metade do rendimento das pessoas brancas (R$ 4.687). Em termos de rendimento-hora, idosos ganham quase o dobro dos jovens de 14 a 29 anos (R$ 25,60 contra R$ 13,30).

No conjunto da população, 2024 registrou a menor taxa de desocupação desde o início da série, em 2012: 6,6%. O nível de ocupação também atingiu o maior patamar (58,6%). Ainda assim, aumentou a participação de trabalhadores sem vínculo formal, que chegaram a 46,5% dos ocupados.

A população ocupada cresceu em 2,6 milhões de pessoas entre 2023 e 2024, alcançando 101,3 milhões — recorde da série. A escolaridade continuou sendo fator-chave: mulheres com ensino superior completo tinham nível de ocupação três vezes maior que aquelas com baixa escolaridade, e entre homens essa diferença foi de 1,6 vez.

A participação dos jovens no mercado de trabalho seguiu em queda: eles representavam um terço dos ocupados em 2012 e chegaram a 26,5% em 2024. Em contrapartida, cresceram as participações dos grupos de 50 a 59 anos e dos idosos, que juntos passaram de 19,1% para 24,3% no período.

As desigualdades salariais também aparecem por região. Em 2024, trabalhadores do Norte e do Nordeste receberam, em média, 76,4% e 69,5% da média nacional, respectivamente. Maranhão e Ceará tiveram os menores rendimentos médios, enquanto Distrito Federal e São Paulo registraram os maiores.

A Síntese de Indicadores Sociais 2025 reúne informações sobre mercado de trabalho, padrão de vida, distribuição de rendimentos e educação. A edição também traz análises sobre perfis ocupacionais, a presença de pessoas idosas no mercado de trabalho e o grupo de trabalhadores pobres, conhecidos como working poor.


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