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Política • 09:00h • 07 de fevereiro de 2026

Trump publica vídeo racista contra Obama e choca o mundo ao associar ex-presidente negro a macacos

Conteúdo ofensivo, apagado após repercussão, associa casal Obama a macacos e provoca indignação internacional; presidente não pediu desculpas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Reprodução/X

Ataque racial vindo da presidência dos EUA choca o mundo e escancara intolerância
Ataque racial vindo da presidência dos EUA choca o mundo e escancara intolerância

Na madrugada de sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em uma rede social um vídeo de teor abertamente racista que retrata o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. A publicação permaneceu no ar por algumas horas e foi removida após forte repercussão negativa, inclusive dentro do próprio governo norte-americano.

A cena ofensiva, com cerca de dois segundos, aparece ao final de um vídeo de aproximadamente um minuto que volta a difundir teorias da conspiração já desmentidas sobre as eleições presidenciais de 2020, vencidas por Joe Biden e nunca reconhecidas por Trump. O conteúdo foi apagado, mas o dano simbólico e político já estava feito.

Barack Obama foi o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. A associação de pessoas negras a animais é uma das formas mais antigas, violentas e documentadas de racismo, usada historicamente para justificar escravidão, segregação e violência racial. Não se trata de ambiguidade, ironia ou interpretação: trata-se de racismo explícito, vindo da mais alta autoridade do país.

A publicação provocou reação imediata de lideranças políticas norte-americanas. O senador Bernie Sanders classificou o vídeo como “nojento” e afirmou, em tradução livre, que Trump divulgou um conteúdo “abertamente racista”, questionando se líderes republicanos continuarão a se submeter a um presidente que promove ódio e autoritarismo.


O deputado Jim McGovern foi ainda mais direto. Em manifestação pública, afirmou que a publicação é “vil, repugnante e profundamente ofensiva”, descrevendo Trump como alguém que sempre demonstrou comportamento racista e intolerante. Em tradução livre, disse que o presidente deveria se desculpar com os Obama, ressaltando que eles representam valores humanos e democráticos que Trump jamais demonstrou.


A senadora Patty Murray resumiu a reação institucional com uma única palavra: “repulsivo”. Em seguida, afirmou que o episódio é uma vergonha para a presidência e que líderes republicanos precisam responder pelo comportamento do chefe do Executivo.


Até o momento, Donald Trump não pediu desculpas. O silêncio após a exclusão do conteúdo reforça um padrão recorrente de recusa em assumir responsabilidade por discursos que ultrapassam limites éticos, institucionais e humanos. Apagar o post não apaga o ato.

No Brasil, um episódio dessa natureza poderia resultar em responsabilização criminal imediata. A legislação brasileira considera o racismo crime imprescritível e inafiançável. Associar pessoas negras a animais é reconhecido como prática racista clássica, com agravantes quando praticada por agentes públicos ou figuras de autoridade.

O episódio evidencia que o racismo não é um desvio isolado, mas uma estrutura ainda viva, inclusive em democracias consolidadas. Em 2026, um presidente em exercício utilizou sua visibilidade institucional para normalizar a desumanização de pessoas negras, reforçando discursos que atravessam fronteiras e alimentam violência simbólica e social.

O Âncora1 manifesta solidariedade irrestrita a Barack Obama, Michelle Obama e a todas as pessoas negras que se sentem atingidas por esse tipo de ataque. Combater o racismo, a intolerância e qualquer forma de desumanização não é posicionamento político, é compromisso civilizatório, ético e jornalístico.

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