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Saúde • 08:41h • 11 de fevereiro de 2025

Traumas de infância estão associados a 30% dos transtornos psiquiátricos em adolescentes, mostra estudo

Estudo com 4 mil jovens brasileiros aponta que mais de 80% passaram por pelo menos um evento traumático até os 18 anos, impactando a saúde mental

Agência SP | Foto: Governo de SP

Entre os eventos analisados estão acidentes graves, desastres naturais, violência doméstica, abuso físico e sexual, e a perda de um dos pais.
Entre os eventos analisados estão acidentes graves, desastres naturais, violência doméstica, abuso físico e sexual, e a perda de um dos pais.

Uma forte ligação entre traumas na infância e o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na adolescência é revelada em estudo de pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da USP em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido. Publicada na revista The Lancet Global Health, a pesquisa analisou dados de mais de 4 mil jovens brasileiros e identificou que mais de 80% deles vivenciaram ao menos um evento traumático até os 18 anos. Estima-se que 30,6% dos diagnósticos aos 18 anos estejam relacionados a experiências traumáticas na infância.

Entre os eventos analisados estão acidentes graves, desastres naturais, violência doméstica, abuso físico e sexual, e a perda de um dos pais. Os resultados indicam que o risco de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade, depressão e transtornos de conduta, aumenta conforme a exposição a diferentes tipos de traumas.

“Os traumas na infância e adolescência têm um impacto significativo na saúde mental”, afirma a professora Alicia Matijasevich do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP e coautora do artigo. “Nossos achados ressaltam a importância de estratégias de prevenção e intervenção precoce para mitigar os efeitos desses eventos ao longo da vida adulta.”

Exposição à violência

A pesquisa analisou a base de dados da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2004, um estudo que acompanha um grande grupo de pessoas e avalia os efeitos dos fatores de risco sobre a saúde. Realizada no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, a coorte foi financiada por instituições brasileiras e internacionais, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a UK Research and Innovation (UKRI) e a Universidade de Bath.

O trabalho foi conduzido pelas professoras Alicia Matijasevich, da FMUSP, Sarah Halligan, da Universidade de Bath, com a colaboração da estudante de doutorado Megan Bailey, primeira autora do estudo, e contou ainda com a participação de pesquisadores brasileiros e britânicos. A pesquisa também destaca que, embora existam estudos sobre o impacto de traumas infantis em países de alta renda, há uma escassez de evidências em países de baixa e de média renda, onde a prevalência de adversidades na infância é maior e os serviços de saúde mental são mais limitados.

“A exposição à violência e outros eventos adversos é um fator de risco crucial para o desenvolvimento de transtornos mentais”, enfatiza Megan Bailey. “Isso reforça a urgência de investir em políticas públicas voltadas à prevenção e ao apoio psicológico para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.”

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