Saúde • 09:09h • 15 de março de 2026
Trabalhadores consideram ultraprocessados um risco à saúde
Pesquisa foi realizada em seis países com mais de 5 mil empregados
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Pesquisa realizada em seis países aponta que mais de 70% dos trabalhadores consideram os alimentos ultraprocessados um risco para a saúde. O levantamento, feito pela Sodexo, ouviu mais de 5 mil empregados no Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido — sendo 800 participantes brasileiros.
De acordo com o estudo Food Experience Tracker, 78% dos trabalhadores no Brasil avaliam os alimentos ultraprocessados como prejudiciais à saúde, embora reconheçam a praticidade desse tipo de produto no dia a dia. No cenário global, 71% dos entrevistados compartilham a mesma percepção, indicando uma preocupação crescente com escolhas alimentares mais equilibradas, inclusive no ambiente de trabalho.
O estudo também aponta uma tendência de valorização dos restaurantes dentro das empresas, que podem ganhar maior importância para atender uma força de trabalho cada vez mais atenta à saúde e interessada em alimentos frescos, locais e sazonais.
Segundo a diretora de Marketing da Sodexo Brasil, Cinthia Lira, muitos profissionais demonstram maior preocupação com práticas sustentáveis nas organizações. Para ela, empresas que não adotam esse tipo de iniciativa podem enfrentar dificuldades para reter talentos, o que reforça a importância de ações voltadas tanto à saúde dos colaboradores quanto à redução de impactos ambientais.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, os alimentos ultraprocessados devem ser evitados. Eles são formulações industriais produzidas a partir de ingredientes extraídos ou derivados de alimentos, como óleos, gorduras, açúcar e amido modificado, além de substâncias sintetizadas em laboratório, como corantes, aromatizantes e realçadores de sabor.
Segundo o guia, esses produtos costumam conter diversos aditivos químicos utilizados para aumentar a durabilidade dos alimentos ou melhorar características como cor, sabor, aroma e textura, tornando-os mais atrativos ao consumidor.
Ainda de acordo com a publicação, o consumo frequente de ultraprocessados favorece a ingestão excessiva de calorias, já que esses alimentos apresentam altas concentrações de açúcar, sal e gorduras. Além disso, são formulados para serem altamente palatáveis, o que pode estimular o consumo em excesso.
O guia alerta que o alto consumo de sódio e gorduras saturadas aumenta o risco de doenças cardiovasculares, enquanto o excesso de açúcar está associado a problemas como cáries, obesidade, diabetes e outras doenças crônicas.
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