Economia • 13:13h • 21 de novembro de 2025
Testes do Pix Internacional iniciam e podem transformar remessas e comércio exterior
Sistema em testes promete reduzir custos, agilizar remessas e fortalecer o comércio entre Brasil e nações da América Latina
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O Banco Central iniciou, em 2025, a fase de testes do Pix Internacional, que permitirá pagamentos instantâneos entre países da América Latina. A novidade deve reduzir custos, agilizar remessas e beneficiar consumidores, empresas e o comércio exterior, com impacto direto para quem realiza operações transfronteiriças.
A iniciativa amplia o alcance do Pix para além das fronteiras nacionais e marca uma etapa importante na estratégia do Banco Central de integrar o Brasil ao ecossistema global de pagamentos em tempo real. Segundo dados do Banco Mundial, remessas internacionais ainda enfrentam custos elevados, que podem consumir até 6 por cento do valor enviado, além de prazos longos de compensação. O Pix Internacional surge como alternativa mais rápida, integrada e econômica.
O projeto está sendo desenvolvido em conjunto com autoridades financeiras do Mercosul e do BIS (Bank for International Settlements). A previsão é que a primeira fase conecte Brasil, Argentina e Colômbia, com expansão gradual para outros países da região. A interoperabilidade segue uma tendência mundial que busca reduzir barreiras, alinhar padrões tecnológicos e facilitar o fluxo financeiro entre nações.
Especialistas destacam que um sistema internacional instantâneo tende a beneficiar tanto consumidores quanto empresas. No comércio exterior, pagamentos a fornecedores estrangeiros podem ser liquidados em segundos, com conversão automática de câmbio e rastreabilidade total da operação. Já para pessoas físicas, a expectativa é de remessas mais baratas e acessíveis, sem depender de intermediários ou tarifas elevadas.
O avanço também se conecta ao crescimento dos modelos de Embedded Finance, que integram serviços financeiros diretamente a plataformas digitais. A possibilidade de pagamentos internacionais instantâneos tende a abrir caminho para que marketplaces, serviços de mobilidade e empresas de tecnologia ampliem suas operações de forma integrada, sem estruturas bancárias tradicionais.
De acordo com o Banco Central, o Pix Internacional deve entrar em fase piloto até o final de 2025. A médio prazo, a iniciativa poderá beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros que enviam ou recebem remessas todos os anos, além de pequenas e médias empresas que buscam ampliar participação no comércio global. A consolidação do projeto depende agora do alinhamento regulatório entre os países, da padronização cambial e de protocolos comuns de segurança de dados.
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