Saúde • 11:01h • 26 de agosto de 2026
Teste da Orelhinha ajuda a identificar perda auditiva que atinge 3 a cada mil recém-nascidos
Diagnóstico nos primeiros meses de vida é importante para evitar impactos no desenvolvimento da fala e da linguagem; exame BERA pode aprofundar a investigação
Da Redação | via Assessoria | Foto: Divulgação
A perda auditiva afeta aproximadamente 3 a cada 1.000 recém-nascidos no Brasil e, quando não identificada precocemente, pode comprometer o desenvolvimento da fala e da linguagem. O alerta reforça a importância da triagem auditiva neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha, realizada nos primeiros dias de vida do bebê.
A audição tem papel fundamental no desenvolvimento infantil porque permite que a criança reconheça sons, interaja com o ambiente e construa gradualmente a linguagem. Por isso, alterações auditivas que passam despercebidas podem atrasar etapas importantes da comunicação e do aprendizado.
Segundo a fonoaudióloga e audiologista Andreia Stadulni, do Hospital CEMA, quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de iniciar a reabilitação ainda em uma fase importante do desenvolvimento cerebral da criança.
Teste da Orelhinha é o primeiro passo
O Teste da Orelhinha funciona como uma triagem, permitindo identificar bebês que precisam passar por uma investigação auditiva mais detalhada. Quando há necessidade de aprofundar a avaliação, um dos exames utilizados é o BERA, sigla para Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico.
O BERA avalia as respostas do sistema auditivo aos estímulos sonoros e auxilia na identificação e caracterização de alterações. A combinação entre triagem e investigação diagnóstica permite definir mais rapidamente a necessidade de acompanhamento ou tratamento.
Quando uma perda auditiva é confirmada, a conduta depende das características de cada caso e pode incluir recursos como aparelhos auditivos ou implante coclear, além do acompanhamento especializado.
Diagnóstico precoce faz diferença no desenvolvimento
A preocupação não se limita à capacidade de ouvir. Uma perda auditiva não identificada pode interferir na aquisição da linguagem oral e, consequentemente, na comunicação e no aprendizado ao longo da infância.
Por isso, o acompanhamento não deve terminar quando a triagem aponta alguma alteração. A investigação precisa avançar até que seja possível confirmar ou descartar a perda auditiva e, quando necessário, iniciar a reabilitação o mais cedo possível.
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