Gastronomia & Turismo • 17:20h • 10 de setembro de 2026
Telégrafos, telefones antigos e prédios históricos: três lugares para viajar pela história das comunicações
Estações construídas durante a Comissão Rondon e museus com aparelhos antigos preservam diferentes capítulos da evolução das telecomunicações no país
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MCom | Foto: Divulgação
Muito antes dos smartphones, da internet e das mensagens instantâneas, conectar diferentes pontos do Brasil exigiu linhas telegráficas, grandes estruturas e equipamentos que hoje parecem peças de outra época. Parte dessa trajetória ainda pode ser conhecida de perto em estações históricas e museus que preservam aparelhos, documentos e instalações ligados à evolução das telecomunicações.
Entre esses lugares estão antigas estações telegráficas associadas à Comissão Rondon, em Rondônia, além de museus em Bragança Paulista (SP) e no Rio de Janeiro. Os acervos ajudam a mostrar como telégrafo e telefone transformaram gradualmente a maneira como os brasileiros passaram a se comunicar a distância.
A própria chegada do telefone à história brasileira guarda uma curiosidade envolvendo Dom Pedro II. Em 1876, durante uma exposição nos Estados Unidos, o imperador acompanhou uma demonstração do aparelho de Alexander Graham Bell. Segundo relatos históricos, ao ouvir a voz transmitida pelo equipamento, teria reagido com a frase que atravessou gerações: “Meu Deus, isto fala!”.
Estações telegráficas preservam legado da Comissão Rondon
Em Vilhena e Ji-Paraná, em Rondônia, antigas estações telegráficas permanecem como testemunhos da expansão das comunicações para o interior brasileiro. As instalações foram construídas entre 1907 e 1915, durante a atuação de Cândido Rondon.
Os prédios integraram o sistema de linhas telegráficas implantado para conectar diferentes regiões do país em uma época na qual vencer as enormes distâncias brasileiras representava um desafio de infraestrutura e comunicação.
A importância histórica dessas construções levou ao tombamento das estações pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2015.
Museu em Bragança Paulista reúne cerca de 100 peças
No interior de São Paulo, o Museu do Telefone de Bragança Paulista reúne aproximadamente 100 peças relacionadas à história da telefonia, incluindo aparelhos antigos e equipamentos utilizados em diferentes períodos.
A própria sede faz parte dessa memória. O imóvel abrigou a antiga Companhia Rede Telefônica Bragantina (CRTB), ligando o acervo ao desenvolvimento do serviço telefônico na cidade.
O museu fica na Praça José Bonifácio, 126, no Centro de Bragança Paulista. A visitação ocorre de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h ou 17h, conforme funcionamento do espaço. A entrada é gratuita.
Antiga estação telefônica virou museu no Rio de Janeiro
Outro endereço dedicado à história das comunicações é o Musehum, Museu das Comunicações e Humanidades, no Rio de Janeiro. O espaço ocupa um edifício construído em 1918 que foi sede da Estação Beira-Mar da antiga Companhia Telefônica Brasileira.
O acervo reúne equipamentos, documentos, arquivos, objetos históricos e registros audiovisuais relacionados a diferentes fases das telecomunicações. Recursos interativos e audiovisuais também são utilizados para contextualizar as peças e apresentar ao público as transformações ocorridas ao longo do tempo.
O Musehum fica na Rua Dois de Dezembro, 63, no Flamengo, próximo ao metrô Largo do Machado. A visitação ocorre de quarta-feira a domingo, das 11h às 18h, com entrada gratuita.
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