Ciência e Tecnologia • 10:11h • 03 de novembro de 2025
Tecnologia revoluciona tratamento do câncer de próstata e outros tumores masculinos
Técnica mais rápida e precisa garante resultados equivalentes à cirurgia e melhora a qualidade de vida de quem enfrenta câncer de próstata, rim, bexiga ou testículo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sensu Comunicação via SBRT | Foto: Divulgação
O Novembro Azul é o mês de conscientização sobre a saúde do homem, especialmente sobre o câncer de próstata, o tipo mais comum entre os brasileiros. Mas os especialistas lembram que outros tumores urológicos — como os de rim, bexiga e testículo — também merecem atenção. E um dos tratamentos que mais tem evoluído para enfrentar essas doenças é a radioterapia, que vem ficando cada vez mais rápida, precisa e menos agressiva.
O radio-oncologista Wilson José de Almeida Jr., novo presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), explica que hoje já é possível tratar o câncer de próstata em apenas cinco sessões, graças à chamada radioterapia ultrahipofracionada. “Essa técnica mantém o mesmo resultado da cirurgia, mas com menos idas ao hospital e muito mais conforto para o paciente”, destaca.
Pesquisas recentes mostram que o método tem controle do tumor superior a 95% e efeitos colaterais leves, como pequenas irritações urinárias ou intestinais. Na prática, isso significa menos tempo de tratamento e mais qualidade de vida, com recuperação mais rápida e menos impacto na rotina.
Além do câncer de próstata, a radioterapia também é usada em tumores de rim, bexiga e testículo. No caso do rim, a chamada radioterapia ablativa é uma alternativa segura para quem não pode operar ou tem apenas um rim funcionando. Ela elimina o tumor sem precisar de cirurgia, poupando os tecidos saudáveis.
Já no câncer de bexiga, a combinação de radioterapia e quimioterapia permite preservar o órgão em muitos casos, evitando a retirada total da bexiga e mantendo a qualidade de vida. Nos tumores de testículo, especialmente os seminomas, a radioterapia é aplicada depois da cirurgia para eliminar possíveis células cancerígenas que restem, reduzindo o risco de o câncer voltar.
De acordo com Almeida Jr., os equipamentos atuais permitem entregar a radiação com precisão milimétrica, ajustando a dose de forma a atacar apenas o tumor. “Esses avanços tecnológicos, como o uso de imagem guiada e sistemas computadorizados, tornaram o tratamento mais seguro e eficaz”, explica o especialista.
Saúde masculina vai além da próstata
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 71,7 mil novos casos de câncer de próstata em 2025. O de bexiga deve atingir 11 mil pessoas, enquanto o câncer de rim tem incidência de 7 a 10 casos por 100 mil habitantes. Já o câncer de testículo afeta principalmente homens jovens entre 15 e 35 anos, mas com altas taxas de cura quando descoberto cedo.
Os principais fatores de risco incluem idade, histórico familiar, tabagismo, obesidade e alimentação desbalanceada. No caso da próstata, o risco aumenta a partir dos 50 anos, principalmente entre homens negros e aqueles com parentes que já tiveram a doença.
O médico reforça que cuidar da saúde não é sinal de fraqueza, e sim de responsabilidade. “Muitos homens só procuram o médico quando a dor aperta, mas a prevenção é o que salva vidas. Fazer os exames e tratar cedo evita complicações e permite voltar logo à rotina”, afirma Almeida Jr.
Entenda os sinais de alerta
- Câncer de próstata: dificuldade para urinar, jato fraco, sangue na urina ou no sêmen e dor na região lombar.
- Câncer de bexiga: sangue na urina, dor ou ardor ao urinar.
- Câncer de rim: dor nas costas, cansaço e presença de sangue na urina.
- Câncer de testículo: caroço indolor, aumento do volume ou peso na bolsa escrotal.
Se qualquer desses sintomas aparecer, o ideal é procurar um médico urologista. Diagnóstico precoce é sinônimo de tratamento mais simples e melhores chances de cura.
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