Responsabilidade Social • 16:10h • 27 de agosto de 2026
SUS passa a oferecer atendimento psicológico online para mulheres em situação de violência
Serviço gratuito também atende mães atípicas e mulheres sobrecarregadas pelo cuidado não remunerado; previsão é de até 100 mil consultas por mês
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
Mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o Brasil passam a contar com atendimento psicológico por videochamada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço gratuito terá capacidade para até 100 mil consultas por mês e pode ser solicitado pelo Meu SUS Digital, sem necessidade de encaminhamento médico ou apresentação de documentos que comprovem a situação relatada.
O atendimento é destinado a mulheres com 18 anos ou mais que vivenciam violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Também contempla aquelas que enfrentam sobrecarga de cuidado não remunerado, incluindo mães e cuidadoras de pessoas com deficiência, familiares neurodivergentes ou pessoas com doenças raras.
A iniciativa faz parte da ação Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
Como solicitar o atendimento
O acesso é feito pelo aplicativo Acolhe Mais, disponível na página inicial do Meu SUS Digital. Após entrar com a conta Gov.br, a mulher deve preencher o cadastro e responder às perguntas do acolhimento digital.
Não é necessário passar anteriormente por uma UBS ou outro serviço de saúde. Também não é exigido boletim de ocorrência ou qualquer documento que comprove violência, vulnerabilidade ou a condição de cuidadora não remunerada.
Depois da solicitação, as informações são avaliadas pela equipe responsável e o retorno deve ocorrer em até 24 horas. Com o agendamento confirmado, a usuária recebe as orientações e o link para a videochamada.
Sessões duram pelo menos 50 minutos
Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, sempre no horário de Brasília.
Cada sessão tem duração mínima de 50 minutos. O acompanhamento pode chegar a dez sessões, com possibilidade de renovação conforme a necessidade. A proposta prevê ainda que a mesma psicóloga acompanhe a paciente durante o processo, favorecendo a continuidade do atendimento.
Em situações de risco imediato ou violência consumada, a orientação é procurar os serviços de emergência pelo 190, da Polícia Militar, ou 192, do Samu. A Central de Atendimento à Mulher também funciona gratuitamente pelo 180, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
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