Saúde • 10:34h • 23 de outubro de 2026
Suplemento que viralizou no TikTok é proibido no Brasil e Anvisa alerta para riscos à saúde
Ashwagandha não é autorizada como ingrediente de suplementos alimentares no país; caso de britânica com complicações graves após o consumo reacende alerta sobre produtos divulgados nas redes sociais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Anvisa | Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou que a ashwagandha, planta asiática popularizada nas redes sociais como suplemento para aliviar o estresse e sintomas da perimenopausa, não é autorizada para uso em suplementos alimentares no Brasil. O comunicado ganhou destaque após a repercussão, na quarta-feira (21), do caso de uma britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após consumir um produto com a substância.
Conhecida como o "suplemento do TikTok", a ashwagandha é divulgada na internet com promessas de relaxamento e melhora do bem-estar. Entretanto, segundo a Anvisa, a substância não integra a lista de ingredientes permitidos para suplementos alimentares no país, e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso nessa categoria são proibidos.
O caso registrado no Reino Unido chamou atenção para os possíveis riscos associados ao consumo desses produtos. Embora a ocorrência tenha sido divulgada em associação ao uso da ashwagandha, as informações apresentadas não permitem estabelecer, por si só, uma relação causal comprovada entre o suplemento e todas as complicações relatadas.
Anvisa alerta para produtos sem comprovação de segurança
No Brasil, a regulamentação dos suplementos alimentares exige a utilização de ingredientes autorizados pela agência sanitária. A Resolução RDC nº 243/2018 estabelece requisitos para a composição desses produtos, destinados a complementar a alimentação com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos.
A Anvisa também reforça que suplementos alimentares não podem ser anunciados como produtos capazes de curar, tratar ou prevenir doenças. Promessas desse tipo, especialmente quando divulgadas por influenciadores e vendedores nas redes sociais, devem ser vistas com cautela.
Outro ponto destacado pela agência é que nem todas as pessoas precisam de suplementação. A necessidade de consumir esses produtos depende de fatores como alimentação, condições de saúde e orientação profissional.
Os riscos não se limitam aos suplementos irregulares. Mesmo produtos autorizados podem provocar efeitos prejudiciais quando utilizados em doses inadequadas ou sem considerar restrições individuais.
A recomendação é procurar orientação de um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação e verificar se os ingredientes são permitidos no Brasil, além de respeitar as informações de segurança e as instruções presentes nas embalagens.
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