Responsabilidade Social • 09:17h • 27 de maio de 2026
SP inaugura centro para criar soluções contra enchentes e desastres climáticos
Projeto reúne universidades, governo e empresas para criar tecnologias e apoiar políticas públicas
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Fapesp e parceiros dos setores público e privado inauguraram nesta terça-feira (19) o Centro de Ciência para o Desenvolvimento Cidades Resilientes a Inundações. A iniciativa tem como objetivo desenvolver soluções tecnológicas e apoiar políticas públicas voltadas à prevenção e redução dos impactos causados por enchentes, alagamentos e deslizamentos.
De acordo com levantamento do governo federal realizado em 2024, o Brasil possui 1.942 municípios suscetíveis a desastres relacionados a inundações, enxurradas e movimentos de terra.
Segundo o coordenador do centro, Filipe Falcetta, pesquisador do IPT, a cidade de São Paulo funciona como um grande laboratório urbano por reunir diferentes realidades em um mesmo território. Para ele, enfrentar desafios climáticos exige atuação integrada entre instituições e comunidades.
Entre os parceiros do projeto estão secretarias do Governo de São Paulo, SP Águas, Metrô, CPTM, além de universidades como Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal do ABC, Insper, Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Nove de Julho, além de instituições internacionais.
O projeto prevê investimento de R$ 15 milhões da Fapesp, com o mesmo valor vindo de contrapartidas dos demais parceiros. O diretor-presidente do IPT, Anderson Ribeiro Correia, afirmou que a proposta é incorporar tecnologias modernas e desenvolver soluções em conjunto com as comunidades afetadas.
O presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, destacou que os Centros de Ciência para o Desenvolvimento são voltados para resolver problemas públicos por meio da ciência e da inovação. Atualmente, a fundação apoia 83 centros desse tipo, somando R$ 570 milhões em investimentos.
Natureza e pequenas intervenções ganham destaque
Durante o evento de inauguração, especialistas defenderam soluções urbanas mais sustentáveis para combater enchentes.
O urbanista Valter Caldana, da Universidade Mackenzie, afirmou que pequenas intervenções baseadas na natureza podem ter grande impacto na prevenção de alagamentos, especialmente quando associadas a grandes obras de infraestrutura.
Já a pesquisadora Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, do Instituto de Estudos Avançados da USP e professora da Uninove, destacou o conceito de “Build Back Better”, que propõe reconstruir áreas atingidas por desastres com tecnologias e estratégias que aumentem a resistência a futuros eventos climáticos extremos.
Ela também reforçou a importância da cooperação entre governos, universidades, empresas e sociedade civil para fortalecer a capacidade das cidades diante das mudanças climáticas.
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