• Coca-Cola Triple Z existe mesmo? Investigamos o suposto lançamento que viralizou em portais brasileiros
  • Economia, saúde e ciência marcaram a segunda semana de março em Assis e região; confira o resumo
  • Escritor assisense lança livro infantil de ficção científica no Centro Cultural Dona Pimpa nesta semana
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 18:48h • 14 de março de 2026

Sistema com inteligência artificial identifica dor em recém-nascidos internados em UTIs neonatais

Ferramenta criada por pesquisadores da FEI e da Unifesp analisa expressões faciais de recém-nascidos e reduz subjetividade na avaliação clínica

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Âncora1/Ilustração

Inteligência artificial identifica dor em bebês internados em UTIs neonatais
Inteligência artificial identifica dor em bebês internados em UTIs neonatais

Pesquisadores do Centro Universitário FEI e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial capaz de identificar o nível de dor em recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais. A tecnologia utiliza modelos multimodais que combinam análise de imagens e interpretação de linguagem para avaliar expressões faciais dos bebês com maior precisão.

O objetivo é reduzir a subjetividade na avaliação da dor em recém-nascidos, que ainda não conseguem se comunicar verbalmente. Em ambientes hospitalares, médicos e enfermeiros utilizam escalas clínicas baseadas na observação de sinais físicos e comportamentais, mas essas interpretações podem variar conforme a experiência ou o estado emocional de quem observa.

Segundo a pediatra neonatal Ruth Guinsburg, professora da Unifesp e coordenadora-geral da UTI Neonatal do Hospital São Paulo, a tecnologia pode auxiliar os profissionais de saúde na tomada de decisões clínicas. A especialista explica que a dor em recém-nascidos é considerada um fenômeno difícil de avaliar, justamente porque depende da interpretação de sinais externos. A utilização de inteligência artificial pode ajudar a transformar essa avaliação em um processo mais objetivo.

A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e publicada na revista científica Pediatric Research. Os resultados indicam que o sistema apresentou desempenho superior a métodos tradicionais de deep learning na identificação de estados de dor e conforto em bebês.

De acordo com o professor Carlos Eduardo Thomaz, do Centro Universitário FEI, a tecnologia utiliza modelos avançados conhecidos como vision-language models, que integram análise visual e textual para interpretar dados de forma mais completa.

Um bebê internado em UTI neonatal pode ser submetido a até 13 procedimentos dolorosos por dia, como punções, inserção de cateteres, cirurgias e intubações

Diferentemente de sistemas anteriores, que precisavam ser treinados especificamente para cada tarefa, os novos modelos podem utilizar bases de dados amplas já disponíveis para resolver problemas médicos com mais rapidez e flexibilidade.

O desenvolvimento da ferramenta também responde a uma realidade frequente nas UTIs neonatais. Um bebê internado nesse tipo de unidade pode ser submetido a até 13 procedimentos dolorosos por dia, incluindo punções, inserção de cateteres, cirurgias e intubações. Esses procedimentos são essenciais para a sobrevivência dos pacientes, mas também podem gerar sofrimento significativo se a dor não for adequadamente monitorada e controlada.

Ruth Guinsburg lembra que, até a década de 1990, havia a crença de que recém-nascidos não sentiam dor devido à imaturidade do sistema nervoso. Pesquisas posteriores mostraram que a realidade é justamente o contrário.

Por ainda estarem em desenvolvimento neurológico, os bebês podem ser mais vulneráveis aos efeitos negativos de estímulos dolorosos prolongados ou mal controlados. Nesse contexto, os pesquisadores acreditam que a inteligência artificial pode funcionar como uma ferramenta de apoio clínico, ajudando a identificar sinais de dor com mais precisão e contribuindo para o equilíbrio entre tratamento médico e conforto do paciente.

No futuro, a expectativa é que a tecnologia possa atuar de forma semelhante a outros monitores presentes nas UTIs, emitindo alertas em tempo real sobre possíveis sinais de dor. Esse tipo de sistema poderia auxiliar na prescrição mais adequada de analgésicos, evitando tanto o sofrimento causado pela dor quanto os riscos associados ao uso excessivo de medicamentos.

Segundo a equipe responsável pelo estudo, o desafio na medicina neonatal é encontrar o equilíbrio ideal entre tratamento e proteção do cérebro em desenvolvimento. Para o engenheiro Lucas Pereira Carlini, integrante da equipe de pesquisa, o impacto da tecnologia vai além da precisão técnica. Segundo ele, cada avanço na capacidade de identificar a dor representa a possibilidade de melhorar a qualidade de vida dos recém-nascidos em tratamento intensivo.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:41h • 15 de março de 2026

Mês da Mulher: destinos de ecoturismo ganham destaque entre viajantes

Guia do Ministério do Turismo mostra que contato com a natureza está entre as principais atividades buscadas pelo público feminino que viaja sozinho

Descrição da imagem

Variedades • 16:09h • 15 de março de 2026

Coca-Cola Triple Z existe mesmo? Investigamos o suposto lançamento que viralizou em portais brasileiros

Matérias publicadas em diversos sites afirmam que a marca teria lançado uma bebida com três zeros, açúcar, cafeína e calorias, porém há ausência de registros oficiais

Descrição da imagem

Cidades • 15:49h • 15 de março de 2026

Arrastão contra a dengue começa na segunda-feira em Maracaí; veja o cronograma por bairros

Ação de combate ao mosquito será realizada entre os dias 16 e 27 de março com recolhimento de materiais que podem acumular água

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:14h • 15 de março de 2026

Governo lança curso para combater maus-tratos contra animais

Capacitação on-line é voltada a agentes do Sistema Único de Segurança Pública e aborda identificação, investigação e resposta a casos de violência contra animais

Descrição da imagem

Mundo • 14:33h • 15 de março de 2026

Entenda o que são “redpill” e outros termos de ódio contra mulheres

Grupos estimulam violência e defendem hierarquia de gênero na internet

Descrição da imagem

Variedades • 14:00h • 15 de março de 2026

Economia, saúde e ciência marcaram a segunda semana de março em Assis e região; confira o resumo

Entre 8 e 14 de março, a semana trouxe novos investimentos no agronegócio, anúncios na área da saúde, debates sociais e atenção científica voltada à passagem do 3I/Atlas

Descrição da imagem

Policial • 13:19h • 15 de março de 2026

Como são investigados os casos de violência doméstica após o boletim em SP

Da formalização da denúncia à apuração policial e às medidas de proteção, o Estado de São Paulo estruturou uma rede integrada de atendimento, investigação e tecnologia para apoiar vítimas, responsabilizar e monitorar agressores

Descrição da imagem

Cidades • 13:05h • 15 de março de 2026

Cândido Mota promove caminhada de conscientização do autismo em abril

Evento do Abril Azul convida comunidade a participar de mobilização por inclusão e respeito às pessoas com TEA

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar