Gastronomia & Turismo • 17:34h • 20 de agosto de 2026
Semana do Ciclista inspira viagens sobre duas rodas; veja 10 roteiros em São Paulo
Rotas atravessam serras, praias, cachoeiras, áreas de mata e caminhos históricos, com opções para diferentes níveis de experiência sobre duas rodas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A semana em que foi celebrado o Dia Nacional do Ciclista, em 19 de agosto, pode servir de inspiração para descobrir São Paulo de uma maneira diferente: de bicicleta. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) reuniu destinos com roteiros de cicloturismo que atravessam estradas rurais, trilhas, serras, rios, praias e comunidades do interior e do litoral paulista.
As opções atendem desde quem procura passeios mais tranquilos até ciclistas preparados para percursos longos e de maior dificuldade. Há trajetos com pouco mais de 17 quilômetros e circuitos que ultrapassam 50 quilômetros, além de municípios que concentram centenas de quilômetros de estradas e trilhas disponíveis para a prática.
Os roteiros também mostram como o cicloturismo pode ir além da atividade física. Antigas ferrovias, caminhos utilizados para transporte de carvão, fazendas, capelas, centros históricos e áreas de preservação aparecem entre as paisagens encontradas durante os percursos.
Caminhos históricos no ABC e Alto Tietê
Entre São Bernardo do Campo, Santo André e Mogi das Cruzes está o Caminho do Sal, rota ecoturística de 53,5 quilômetros considerada um dos trajetos históricos da região e bastante procurada por praticantes de mountain bike.
Quem não quiser completar todo o caminho de uma vez pode dividi-lo em três partes: Caminho do Zanzalá, com 16 quilômetros; Caminho dos Carvoeiros, com 10 quilômetros; e Caminho de Bento Ponteiro, com 27,5 quilômetros. O percurso integral leva, em média, cinco horas.
Também na região, a Rota da Madeira tem 34 quilômetros e atravessa uma área serrana de floresta ligada à memória dos antigos caminhos utilizados para o transporte de carvão. O tempo médio para concluir o trajeto é de quatro horas.

Serra Negra e São José dos Campos têm opções para diferentes níveis
Em Serra Negra, são seis rotas destinadas ao mountain bike e outras quatro para bike speed, com diferentes níveis de dificuldade. Os caminhos passam por estradas de terra, propriedades rurais e bairros do município.
A Rota dos Lagos tem 21 quilômetros, dificuldade fácil a média e 476 metros de desnível, passando pelo Parque Ecológico Adib João Dib. Para ciclistas mais preparados, a Rota das Capelas chega a 50 quilômetros e inclui pontos como os morros Shangri-la e Rosseral. Há ainda trajetos associados à gastronomia e à produção regional, como as rotas do Café e Queijo e Vinho.
São José dos Campos também possui ciclorrotas para diferentes perfis. Entre as alternativas estão a Rota dos Muriquis, com saída do Parque Ribeirão Vermelho, a Rota São José dos Campos, que parte do Parque Municipal dos Pássaros, e a Rota Represa do Jaguari.
Socorro reúne mais de 1,3 mil quilômetros de caminhos
Para quem busca variedade, Socorro se destaca pelos mais de 1,3 mil quilômetros de caminhos rurais, trilhas e estradas de terra. Entre as principais opções estão o Caminho Turístico Rio do Peixe, também chamado de Ciclovia Rio do Peixe, além das rotas da Pompéia, Centro Histórico e Cristo.
O município abriga ainda o Colina Bike Park, com mais de 20 trilhas destinadas desde a iniciantes até ciclistas experientes. Outra atração relacionada às duas rodas é o Centro Cultural Movimento, Museu 2 Rodas, dedicado à história e a personagens do motociclismo e do ciclismo brasileiro.
No Vale do Ribeira, Barra do Turvo oferece a Rota Pedal da Barra. O caminho começa no bairro Rio Vermelho, atravessa a Área de Proteção Ambiental Rio Vermelho e Rio Pardinho e segue por áreas do Parque Estadual Rio do Turvo. O tempo médio é de duas horas e meia.
Pedalar perto do mar também está entre as opções
Em Itanhaém, o cicloturismo pode ser combinado com os cerca de 26 quilômetros de praias, baías, enseadas e costões rochosos do município. Entre os roteiros disponíveis estão Histórico/Cultural, Praias de Itanhaém e Cachoeira Três Quedas, além de caminhos intermunicipais relacionados à pesca e à história de Anchieta.
Já em Guararema, parte dos percursos aproveita o antigo traçado da Estrada de Ferro Central do Brasil. Um dos caminhos conecta a estação ferroviária da região central à Vila de Luís Carlos.
Outra possibilidade é a Rota Verde, entre a Vila de Luís Carlos e o Parque Municipal da Pedra Montada, com trechos asfaltados, de terra e cascalho.
Cuesta Paulista leva ciclistas por matas e cachoeiras
Em Itatinga, integrante do projeto Cuesta Cicloturismo, há opções que combinam estradas de terra e atrações naturais. A Rota 17K Horto segue até a estação ambiental ESALQ-Horto Florestal, atravessa áreas de mata e termina em uma cachoeira.
Outra alternativa é a Rota 26K Igrejinha/Abadia/Sabesp/80 Alqueires, que passa pela Abadia de Itatinga e pelo reservatório da Sabesp. O percurso pode ser concluído em aproximadamente uma hora e 15 minutos.
Itapeva completa a seleção com o Circuito Caipira de Cicloturismo. O trajeto parte da região da catedral e percorre vales, serras, cachoeiras, vilarejos e bairros rurais antes de retornar ao ponto inicial. Entre os destaques está a Rota dos Cânions, que passa pelos cânions Itanguá, Pirituba e Bom Sucesso e seus mirantes.
Com percursos urbanos, rurais, históricos e de aventura, os destinos apresentados pela Setur-SP mostram diferentes possibilidades para aproveitar a Semana do Ciclista e conhecer paisagens paulistas sobre duas rodas.
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