Saúde • 09:20h • 05 de novembro de 2026
Sarampo em 2026: São Paulo registra 41 casos e intensifica busca por pessoas com sintomas
Ação de vigilância segue até 14 de novembro, com revisão de prontuários, exames e visitas domiciliares; maioria dos casos confirmados envolve crianças menores de 2 anos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) iniciou na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, uma mobilização nos 645 municípios paulistas para identificar possíveis casos de sarampo e rubéola que ainda não foram notificados. A iniciativa, chamada de Dia S, segue até 14 de novembro e prevê visitas domiciliares, revisão de prontuários médicos e investigação de exames laboratoriais. A ação ocorre após o estado registrar 41 casos confirmados de sarampo entre janeiro e outubro deste ano.
Dos 41 casos, 37 foram identificados na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Entre os pacientes, 31 não tinham registro de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto. Aproximadamente 61% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos.
A mobilização também envolve municípios que não registraram notificações, incluindo cidades do interior paulista. O objetivo é localizar possíveis casos que passaram despercebidos pelos serviços de saúde e reforçar a capacidade de identificação precoce das doenças.
Equipes vão revisar atendimentos e realizar visitas domiciliares
A busca ativa será realizada em três frentes. Nos serviços de saúde, profissionais revisarão prontuários e fichas de atendimento para identificar pacientes que apresentaram sintomas suspeitos, mas não tiveram os casos notificados.
Nas comunidades, as equipes poderão realizar visitas a residências, escolas e locais de trabalho para localizar pessoas que apresentaram sintomas compatíveis nos últimos 30 dias. A investigação laboratorial também poderá incluir amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, quando houver sinais que justifiquem a suspeita de sarampo ou rubéola.
Os casos identificados serão encaminhados para investigação epidemiológica. A Secretaria também promove capacitações para profissionais da saúde, com orientações sobre identificação de sintomas, verificação da situação vacinal e medidas de controle.
Quais são os sintomas de sarampo e rubéola?
As duas doenças podem provocar manchas na pele e febre, mas apresentam características diferentes.
Sarampo:
- Febre alta, geralmente acima de 38,5ºC;
- Manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo;
- Tosse e coriza;
- Conjuntivite e irritação nos olhos.
Rubéola:
- Febre geralmente baixa;
- Manchas rosadas na pele;
- Aumento dos gânglios atrás das orelhas, no pescoço e na nuca;
- Dor de cabeça e, em alguns casos, dores musculares e nas articulações.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar orientação dos serviços de saúde para avaliação. A identificação rápida permite investigar possíveis casos e adotar medidas para evitar a transmissão.
Vacinação gratuita pelo SUS é a principal forma de prevenção
A vacina tríplice viral, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O esquema recomendado varia conforme a idade:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral;
- Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias;
- Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose, caso não tenham comprovação de vacinação anterior;
- Profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade, conforme a situação vacinal.
A vacinação contra sarampo e rubéola é contraindicada durante a gestação. Mulheres grávidas com esquema incompleto devem receber orientação profissional para atualização após o parto.
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