Saúde • 12:03h • 29 de agosto de 2025
Saiba como substâncias presentes em vegetais podem prevenir degeneração ocular
Estudos mostram que substâncias reduzem risco de degeneração macular em até 43% e ajudam a proteger contra fadiga visual causada pelo uso excessivo de telas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da NB Press via Omix | Foto: Divulgação

A saúde ocular vem ganhando destaque em meio à rotina moderna, marcada pelo uso prolongado de telas, exposição à luz azul e radiação solar. Dois nutrientes essenciais, mas pouco conhecidos pelo público em geral, são fundamentais para a proteção dos olhos: a luteína e a zeaxantina. Esses carotenoides, que o corpo humano não produz naturalmente, funcionam como filtros internos, reduzindo os efeitos nocivos da luz e prevenindo danos cumulativos que podem levar à perda de visão.
A ciência já demonstrou que a luteína e a zeaxantina se concentram na mácula, área central da retina responsável pela visão detalhada. Pesquisas indicam que níveis adequados desses pigmentos reduzem em até 43% o risco de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das principais causas de cegueira irreversível em pessoas acima dos 50 anos. Além disso, estudos publicados no Journal of Ophthalmology apontam que a suplementação diária de 10 mg de luteína e 2 mg de zeaxantina melhora a sensibilidade ao contraste e auxilia motoristas idosos na recuperação do ofuscamento.
Os benefícios não se restringem a doenças oculares. Na era digital, em que a população passa em média mais de oito horas por dia em frente a dispositivos eletrônicos, esses nutrientes atuam como barreiras naturais contra a luz azul. Segundo o National Eye Institute, eles são capazes de absorver até 90% dos comprimentos de onda prejudiciais, reduzindo a fadiga visual digital, condição que afeta cerca de 65% dos adultos em áreas urbanas.
Apesar da relevância, a ingestão adequada desses compostos ainda é baixa. A luteína e a zeaxantina estão presentes principalmente em vegetais verde-escuros e gemas de ovos, mas menos de 10% da população consome quantidades suficientes desses alimentos regularmente. Além disso, fatores como preparo inadequado e baixa absorção intestinal dificultam a biodisponibilidade desses nutrientes.
Para profissionais que dependem da visão apurada, como motoristas, cirurgiões, designers ou para idosos preocupados com a saúde ocular, a suplementação aparece como alternativa prática e eficaz. “Trata-se de oferecer aos olhos a proteção necessária em um mundo cada vez mais exigente para a visão”, reforçam especialistas.
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