Variedades • 16:31h • 03 de janeiro de 2026
Árvore em miniatura: livro gratuito da USP explica a prática do bonsai
Guia gratuito da Série Produtor Rural, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, aborda estilos, fisiologia, solo e adubação, revelando os segredos das árvores em miniatura
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Em sua segunda edição pela Série Produtor Rural, o livro Bonsai: miniaturização de árvores, de autoria do engenheiro agrônomo João Chaddad Junior, do Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, foi lançado nesta semana no Museu Luiz de Queiroz, acompanhado de uma exposição de bonsais. A publicação está disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos e apresenta a arte de cultivar árvores em miniatura, com exemplos de espécies brasileiras como jacarandá, jequitibá-rosa, peroba-rosa, uvaia, pitanga, jabuticabeira e cerejeira, entre outras. O download gratuito do livro pode ser feito neste link.
A obra tem como objetivo oferecer informações práticas e acessíveis a produtores e interessados, com foco na adaptação das técnicas tradicionais de bonsai — em geral desenvolvidas para espécies exóticas e climas temperados — às condições brasileiras, como o clima tropical e subtropical. O conteúdo é organizado em capítulos que abordam forma do bonsai, fisiologia, estilos, solo, adubação, doenças, pragas e ervas daninhas, e conta com ilustrações, tabelas, gráficos e fotografias. Cada capítulo é introduzido por um verso da poetisa Auta de Souza, extraído da obra O Horto.
De origem milenar, o bonsai surgiu na China e foi posteriormente aperfeiçoado e popularizado no Japão. Uma das técnicas abordadas no livro é o Yamadori, que consiste na coleta de árvores da natureza que já apresentam aspecto envelhecido e contorcido, geralmente encontradas em áreas montanhosas, para posterior adaptação ao cultivo em vasos. Segundo o autor, o bonsai exige cuidados comuns de cultivo, mas se diferencia pelas regras estéticas relacionadas à aparência da planta e do vaso, especialmente relevantes em exposições. Ele destaca ainda que, ao contrário do senso comum, o vaso representa uma fase de contenção: grandes bonsais orientais podem alternar períodos no vaso e no solo, sendo cultivados em jardins rasos por décadas antes de serem levados ao recipiente definitivo.
O e-book também apresenta orientações sobre a escolha das plantas, classificando-as em floríferas, frutíferas ou de folhagem, além de caducas — que perdem as folhas em determinada época do ano, como ipês e jequitibás — e perenes, que mantêm a folhagem ao longo do ano, como jabuticabeiras, citros e romãzeiras.
Ao tratar dos estilos de bonsai, o autor explica que eles se baseiam na conformação do tronco, das raízes e dos ramos, inspiradas nas formas assumidas pelas árvores na natureza diante de adversidades ambientais. O bonsai é descrito como uma representação artística da árvore, uma espécie de “caricatura”, em que elementos periféricos são reduzidos e estruturas centrais, como tronco e raízes, são valorizadas. Entre os estilos citados estão o tronco duplo (Sokan), também conhecido como “pai e filho”, e o estilo balsa (Ikadabuki), caracterizado pela regeneração de ramos a partir de um tronco deitado sobre o solo.
No capítulo dedicado a solo e nutrição, o livro explica o papel físico e químico do substrato, a importância da aeração e da retenção de nutrientes, além do uso de adubos orgânicos e inorgânicos. Também são apresentados conceitos de fisiologia vegetal, manejo nutricional e controle de doenças e pragas que podem afetar os bonsais.
Para ler o livro Bonsai: miniaturização de árvores na íntegra, clique aqui.
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