Saúde • 15:57h • 16 de agosto de 2026
Roupa de academia pode acumular bactérias e fungos; veja o erro que começa ainda na mochila
Peças úmidas e suadas exigem cuidados desde o fim do treino; excesso de sabão e amaciante também pode prejudicar tecidos esportivos e comprometer a higienização
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da MGA | Foto: Divulgação
Terminou o treino, colocou a roupa suada dentro da mochila e só foi lembrar dela horas depois? Um hábito aparentemente inofensivo pode criar condições favoráveis à proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos, além de deixar aquele cheiro desagradável cada vez mais difícil de remover.
O cuidado merece atenção porque roupas esportivas ficam diretamente em contato com suor, umidade e regiões do corpo sujeitas a maior transpiração e atrito. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), permanecer por muito tempo com peças úmidas e suadas ou não higienizá-las adequadamente pode contribuir para irritações, micoses e outras infecções superficiais.
A recomendação é lavar as roupas depois do uso e evitar utilizá-las novamente sem que tenham sido devidamente higienizadas.
O problema pode começar dentro da mochila
Antes mesmo de pensar na máquina de lavar, existe um cuidado importante: não deixar a roupa suada abafada por horas.
Fernando Martins, fundador da Super Branco, explica que manter a peça fechada dentro da mochila favorece a proliferação de microrganismos e pode fazer com que o odor fique impregnado no tecido. Por isso, se não for possível lavar imediatamente, a orientação é retirar a roupa da mochila e deixá-la arejar.
Isso se torna ainda mais importante para quem treina antes do trabalho, da escola ou de outros compromissos e costuma permanecer boa parte do dia com as roupas usadas guardadas.
Mais sabão não significa roupa mais limpa
Na tentativa de eliminar o cheiro de suor, outro erro pode aparecer: aumentar a quantidade de sabão ou amaciante.
O excesso de produtos pode deixar resíduos nas fibras. No caso das roupas esportivas, o problema ganha importância porque muitas são produzidas com tecidos tecnológicos desenvolvidos para lidar com suor e facilitar a evaporação da umidade.
Segundo Martins, o uso exagerado de amaciante pode criar uma película sobre essas fibras e, com o tempo, comprometer justamente as características para as quais o tecido foi desenvolvido.
Lavar tudo junto também merece atenção
Separar as peças esportivas das demais roupas, respeitar a temperatura indicada pelo fabricante e evitar alvejantes quando eles não forem recomendados são outros cuidados apontados para preservar o material.
A etiqueta da peça deve ser consultada, já que as orientações podem variar conforme a composição do tecido.
Esses cuidados ajudam a conservar características como elasticidade, compressão e propriedades específicas presentes em determinadas roupas utilizadas durante exercícios físicos.
Guardar a roupa ainda úmida cria outro problema
O cuidado não termina quando a máquina de lavar para. A secagem completa é uma etapa importante antes de guardar as peças.
Ambientes úmidos e com pouca ventilação favorecem odores persistentes e aumentam a possibilidade de proliferação de fungos. Por isso, a roupa deve estar completamente seca antes de voltar para gavetas e armários.
Em peças utilizadas com muita frequência ou produzidas com materiais especiais, a lavagem profissional também pode ser uma alternativa, desde que sejam empregados processos adequados ao tipo de tecido.
No cotidiano, porém, algumas atitudes já fazem diferença: tirar a roupa suada da mochila rapidamente, não reutilizá-la sem lavar, seguir as instruções da etiqueta, evitar excesso de produtos e garantir uma secagem completa. Além da higiene, os cuidados podem ajudar a prolongar a vida útil daquela roupa de academia que muitas vezes representa um investimento considerável.
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