Saúde • 09:29h • 11 de agosto de 2026
Quem deve tomar a vacina do sarampo? Quais sintomas? Tire suas dúvidas
Com 16 casos confirmados no estado neste ano, Secretaria da Saúde reforça importância da dose
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta a população a conferir a carteira de vacinação contra o sarampo após a confirmação de 16 casos da doença no estado em 2026. A recomendação é reforçada especialmente para moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é gratuita, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Neste ano, a cobertura vacinal alcançou 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos devem procurar uma unidade de saúde para receber uma dose de reforço contra o sarampo, independentemente da situação vacinal.
Nas demais cidades do estado, a vacinação segue o calendário de rotina. Crianças, adolescentes e adultos que não tenham recebido as doses recomendadas devem atualizar a caderneta de vacinação. Quem não possui comprovante ou tem dúvidas sobre o esquema vacinal também deve procurar uma UBS para avaliação.
O número de doses varia conforme a faixa etária. Crianças recebem a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral. Pessoas de 5 a 29 anos devem comprovar duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Trabalhadores da saúde devem apresentar duas doses, independentemente da idade.
Bebês entre 6 e 11 meses e 29 dias recebem a chamada "dose zero", aplicada como medida adicional de proteção. Essa dose não substitui as aplicações previstas aos 12 e aos 15 meses.
A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. É recomendado levar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele que começam no rosto e se espalham pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso.
A transmissão ocorre por meio de secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Em alguns casos, a doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Quem apresentar sintomas compatíveis com sarampo deve procurar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação clínica e realização dos exames necessários. Enquanto houver suspeita da doença, a orientação é evitar contato com outras pessoas e informar aos profissionais de saúde sobre viagens recentes, contato com casos suspeitos e a situação vacinal.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar a circulação do vírus. Os casos confirmados neste ano envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos, reforçando a importância de manter a imunização em dia em todas as faixas etárias.
Para esclarecer dúvidas sobre vacinas, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne informações sobre imunização, eficácia dos imunizantes, possíveis eventos adversos, doenças preveníveis por vacinação e os riscos da baixa cobertura vacinal.
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