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Saúde • 13:39h • 24 de dezembro de 2025

Quando o cansaço não passa, especialistas explicam sinais da exaustão emocional

Aumento do estresse entre novembro e dezembro intensifica quadros de exaustão emocional, e especialistas explicam como reconhecer sinais e recuperar o equilíbrio

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação

Exaustão emocional cresce no fim do ano e desafia a ideia de simples cansaço
Exaustão emocional cresce no fim do ano e desafia a ideia de simples cansaço

O acúmulo de tarefas, metas e compromissos típico do fim do ano tem ampliado os níveis de estresse e exaustão emocional no Brasil. Levantamento da Sociedade Brasileira de Clínica Médica aponta que o estresse cresce cerca de 75% entre novembro e dezembro, impulsionado pela sobrecarga de trabalho, prazos concentrados e demandas sociais do período. O cenário se soma a um quadro já preocupante, já que o país segue entre os que apresentam maior prevalência de transtornos de ansiedade, com cerca de 9,3% da população afetada, o equivalente a mais de 19 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Especialistas alertam que nem todo cansaço é físico. Para o psicólogo Jair Soares dos Santos, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas e doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores, a chamada exaustão emocional surge quando o organismo já não consegue sustentar longos períodos de pressão. “A fadiga física melhora com repouso; a exaustão emocional, não. É o corpo dizendo que a mente já não consegue mais sustentar o ritmo. O descanso existe, mas não restaura”, explica.

Fadiga física e exaustão emocional não são a mesma coisa

A fadiga física está relacionada ao esforço muscular e ao gasto energético natural. Em geral, sono adequado, alimentação equilibrada e repouso são suficientes para a recuperação. A exaustão emocional, por outro lado, ocorre quando o sistema nervoso permanece em estado prolongado de alerta, levando a um colapso gradual da capacidade de adaptação.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz indicam que trabalhadores brasileiros relatam altos níveis de estresse, acompanhados de sintomas como insônia, irritabilidade, ansiedade e sensação persistente de esgotamento. Ainda que não haja percentuais nacionais consolidados, as evidências apontam para um padrão crescente de fadiga emocional associado ao ritmo de vida e às pressões contínuas.

Sinais de alerta que costumam ser ignorados

Os sinais de exaustão emocional frequentemente são confundidos com cansaço comum. Entre os sintomas mais recorrentes estão dores de cabeça, lapsos de memória, distúrbios do sono, queda da imunidade, irritabilidade e apatia. “Muitas pessoas continuam funcionando, mas sem presença real. Elas seguem no automático, com o corpo presente e a mente ausente”, observa Soares.

A Organização Mundial da Saúde reconhece o burnout como um fenômeno ocupacional, e não como uma doença. A síndrome passou a constar oficialmente na Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, em 2025, reforçando a necessidade de ações preventivas e de cuidado psicológico no ambiente de trabalho.

Por que o corpo reage antes da consciência

Estudos conduzidos pela Yale University, publicados na revista Nature Human Behaviour, mostram que circuitos neurais ligados à percepção de ameaça, como o sistema límbico e o córtex pré-frontal medial, podem reagir antes da plena consciência do problema. Na prática, o corpo manifesta sinais de alerta antes que a mente consiga interpretar o que está acontecendo.

“Quando as emoções não são processadas, o corpo assume o papel de mensageiro. Ele expressa, por meio de sintomas, aquilo que foi reprimido emocionalmente”, explica o psicólogo. Segundo ele, reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para evitar que o organismo se torne o principal campo de expressão das sobrecargas acumuladas.

Reprocessamento emocional como estratégia de recuperação

A Terapia de Reprocessamento Generativo, desenvolvida por Jair Soares e aplicada por profissionais formados pelo IBFT, propõe a reorganização emocional por meio do reprocessamento de memórias, sem a necessidade de verbalização prolongada. A abordagem busca reduzir a carga emocional associada a experiências passadas que continuam drenando energia no presente.

“A TRG atua de forma silenciosa e profunda, permitindo que o sistema emocional reorganize registros internos que consomem energia. Quando o corpo compreende que aquela dor já não é atual, ele volta a relaxar”, afirma Soares.

Como desacelerar antes do colapso

Especialistas recomendam medidas práticas para reduzir o risco de exaustão emocional no fim do ano. Reconhecer limites pessoais, respeitar pausas, reduzir o uso de telas antes de dormir e evitar sobrecargas desnecessárias são passos importantes. Caminhadas leves, técnicas simples de respiração e atenção aos sinais do corpo também ajudam a restaurar o equilíbrio.

“O descanso não é luxo, é necessidade biológica e emocional”, conclui Soares. “Quando o corpo pede pausa e insistimos em continuar, estamos ignorando o nosso alarme interno. E ele sempre volta a tocar, mais alto.”

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