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Responsabilidade Social • 15:05h • 11 de abril de 2026

Quais vacinas seu cachorro precisa tomar para ficar protegido em 2026?

Veterinária Nathali Vieira explica quais imunizações são essenciais para prevenir doenças graves e zoonoses

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Informamidia | Foto: Arquivo/Âncora1

V8, V10 e antirrábica: entenda as vacinas mais importantes para cães
V8, V10 e antirrábica: entenda as vacinas mais importantes para cães

Para muitas famílias, o cachorro ocupa um lugar que vai além do papel de animal de estimação. É companhia diária, vínculo afetivo e parte da rotina da casa. Justamente por isso, manter a vacinação em dia é um cuidado fundamental para garantir qualidade de vida ao pet e também reduzir a circulação de doenças que podem afetar outros animais e, em alguns casos, seres humanos.

Segundo a médica veterinária Nathali Vieira, entender quais vacinas um cachorro precisa tomar deixa de ser apenas uma recomendação clínica e passa a ser uma responsabilidade importante de todo tutor.

Entre as principais imunizações do calendário canino estão as vacinas V8 e V10, conhecidas como vacinas múltiplas ou polivalentes. Elas protegem os cães contra um conjunto de vírus e bactérias bastante presentes no ambiente e especialmente perigosos para filhotes.

A vacina V8 oferece proteção contra doenças como cinomose, parvovirose, adenovirose canina e leptospirose. Já a V10 inclui essa mesma cobertura e amplia a proteção contra diferentes sorovares da leptospirose, aumentando o alcance da imunização. Essas vacinas são consideradas essenciais porque ajudam a prevenir enfermidades com alto potencial de gravidade e mortalidade. Além disso, algumas das doenças cobertas, como a leptospirose, também representam risco para seres humanos.

De acordo com Nathali Vieira, a Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA) recomenda que filhotes recebam até quatro doses de V8 ou V10, dependendo da região onde vivem. Essa variação acontece porque algumas áreas apresentam maior circulação de determinados agentes infecciosos. Depois dessa fase inicial, o acompanhamento veterinário anual é importante para manter os reforços em dia.

Outro imunizante indispensável é a vacina contra a raiva. Nesse caso, a proteção ultrapassa o cuidado individual com o pet. A raiva é uma doença fatal, zoonótica e sem cura. O protocolo mais adotado no Brasil prevê a primeira dose a partir dos três meses de idade, seguida de reforço anual obrigatório, independentemente da raça.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil está há cerca de dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida por cães. Segundo especialistas, esse resultado não significa desaparecimento da doença, mas sim controle graças à vacinação contínua da população canina. Sem esse cuidado, o risco de transmissão aumenta e a evolução clínica pode ser rápida, com sintomas neurológicos graves.

Para Nathali Vieira, manter o calendário vacinal atualizado depende de uma responsabilidade compartilhada entre veterinários e tutores. Enquanto profissionais orientam sobre protocolos e riscos, cabe aos responsáveis pelos animais compreender a importância de cada vacina e adotar uma postura preventiva.

Ao vacinar o cachorro, o tutor protege não apenas o próprio companheiro, mas contribui para um ambiente mais seguro dentro de casa, na vizinhança e em espaços coletivos frequentados por outros animais.

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