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Saúde • 14:32h • 08 de junho de 2025

Própolis de abelha nativa da Amazônia cicatriza feridas e reduz inflamação

Produto natural da Amazônia teve resultado melhor que pomadas comuns e pode virar remédio no futuro

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Secretaria da Embrapa | Foto: Vinícius Braga

A substância, extraída da abelha-canudo, foi testada em cobaias de laboratório com resultados comparáveis aos de pomada cicatrizante disponível no mercado
A substância, extraída da abelha-canudo, foi testada em cobaias de laboratório com resultados comparáveis aos de pomada cicatrizante disponível no mercado

Cientistas da Embrapa Amazônia Oriental e da Universidade Federal do Pará descobriram que a própolis produzida por abelhas sem ferrão da Amazônia tem forte ação cicatrizante e anti-inflamatória. Eles criaram um creme usando a própolis da abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica), que foi testado em laboratório e teve desempenho igual ou melhor que pomadas já vendidas em farmácias.

Além de acelerar a cicatrização, o creme reduziu a inflamação e ajudou a regenerar os tecidos com mais qualidade. Segundo os pesquisadores, esse é um novo uso possível para um produto natural que já é conhecido desde a Antiguidade.

A influência do açaí

As abelhas usadas no estudo viviam perto de plantações de açaí, planta rica em compostos antioxidantes. Isso pode ter influenciado a qualidade da própolis. A análise mostrou que a própolis dessas abelhas tinha altos níveis de substâncias benéficas, como compostos fenólicos e flavonoides, muito acima do mínimo exigido pelo Ministério da Agricultura.

“Esses compostos ajudam na cicatrização e na redução da inflamação”, explicou o professor Nilton Muto, da UFPA. Ele conta que o creme com própolis foi comparado com pomadas comerciais e teve efeitos parecidos na aparência da ferida. Mas, ao olhar com microscópio, o tecido tratado com a própolis se recuperou mais rápido e com melhor qualidade.

Produto seguro e natural

O creme de própolis testado é mais natural, tem menos conservantes e menor chance de causar efeitos colaterais. Diferente de outras abelhas da Amazônia, a abelha-canudo não usa barro na produção da própolis, o que evita contaminação por resíduos do solo.

Além disso, essa espécie tem se mostrado uma excelente polinizadora do açaí, o que tem incentivado produtores a criarem abelhas sem ferrão. A criação dessas abelhas, chamada meliponicultura, vem crescendo junto com a expansão das plantações de açaí.

Potencial para novos produtos

O estudo é parte de uma pesquisa maior sobre o uso das abelhas na polinização do açaí. Com os bons resultados da própolis, os cientistas querem agora avaliar a produção em maior escala e também estudar outros produtos da abelha-canudo, como o pólen. O mel, por enquanto, ainda é produzido em pequena quantidade, mas já apresenta qualidade diferente dos méis tradicionais.

Para os pesquisadores, valorizar os produtos das abelhas da Amazônia é também uma forma de usar a biodiversidade da floresta de maneira sustentável, gerando renda para comunidades e novos remédios para a sociedade.



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