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Gastronomia & Turismo • 17:08h • 22 de agosto de 2025

Projeto transforma comunidades rurais do Semiárido com turismo de base alimentar

Iniciativa da Embrapa e BID cria rotas turísticas em Alagoas, Pernambuco e Sergipe, fortalece mulheres e jovens e preserva tradições locais

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Embrapa | Foto: Renata Silva

Paisagens Alimentares: turismo, gastronomia, sustentabillidade e desenvolvimento social reunidos em um único projeto.
Paisagens Alimentares: turismo, gastronomia, sustentabillidade e desenvolvimento social reunidos em um único projeto.

Um projeto de pesquisa agroalimentar coordenado pela Embrapa Alimentos e Territórios e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está mudando a realidade de comunidades rurais no Semiárido nordestino. Batizada de Paisagens Alimentares, a iniciativa uniu cultura alimentar e turismo comunitário para estruturar seis rotas turísticas, gerar renda, valorizar saberes tradicionais e fortalecer o protagonismo de mulheres e jovens.

Cinco territórios e mais de 5 mil pessoas impactadas

Atuando em municípios de Alagoas, Pernambuco e Sergipe, o projeto envolveu diretamente 500 participantes, entre agricultores familiares, marisqueiras, quilombolas e artesãos, alcançando indiretamente mais de 5 mil pessoas. Apenas em Sergipe, 2.800 pessoas foram beneficiadas. Em Pernambuco, 1.200, e em Alagoas, mais de mil.

A estimativa é que, com 100 visitantes mensais por território e gasto médio de R$ 200 por turista, a renda anual chegue a R$ 240 mil em cada região, totalizando até R$ 1,44 milhão nos seis municípios.

Sabores que contam histórias

As rotas turísticas foram pensadas a partir dos alimentos e da cultura local. Em São Cristóvão (SE), a rota “Cidade Mãe de Sergipe” valoriza o uso do coco, da mandioca e do açúcar. Em Indiaroba (SE), a experiência “Delícias da Terra” destaca o trabalho de marisqueiras e catadoras de mangaba. Já em Pernambuco, quilombolas e marisqueiras conduzem a rota “Riquezas ancestrais e do manguezal”.

No sertão de Alagoas, a vivência “Da Caatinga aos Cânions” explora a biodiversidade local, enquanto em Palmeira dos Índios visitantes conhecem a produção agroecológica e a valorização da jabuticaba.

Protagonismo feminino e juventude no centro

Mulheres rurais estiveram à frente da maioria das ações, liderando associações, trilhas e experiências gastronômicas. Em Sirinhaém (PE), a Trilha das Marisqueiras foi criada por 35 integrantes da Associação das Marisqueiras, que passaram a receber visitantes nos manguezais e a oferecer pratos típicos. O projeto rendeu à comunidade reconhecimento internacional, com o 3º lugar no prêmio Green Destinations Stories Awards em Berlim, em 2025.

Jovens também tiveram papel central, atuando como guias, comunicadores e multiplicadores, ajudando a valorizar tradições locais e incentivando a permanência no campo.

Metodologia participativa e legado

O projeto foi desenvolvido com diagnósticos, oficinas, intercâmbios e planejamento coletivo. A metodologia uniu alimento, território e pessoas, reforçando a agricultura como espaço de produção, memória cultural e conservação ambiental.

O trabalho resultou ainda na criação da Rede Territórios Saberes e Sabores, que reúne representantes dos seis municípios para garantir continuidade das ações mesmo após o fim do projeto.

Vozes da transformação

“Foi um divisor de águas. Passamos a acreditar no potencial da comunidade e nos unimos para estruturar o turismo de base comunitária”, relata Rodney da Silva, presidente da Associação Quilombola Engenho Siqueira (PE).

Já para Anatália Costa Neta, da Associação de Mulheres Empoderadas de Terra Caída (SE), o impacto foi pessoal e coletivo: “O projeto trouxe autonomia financeira e fortaleceu nossa autoestima”.

Impacto para o futuro

Segundo Aluísio Goulart, coordenador da Embrapa, as paisagens alimentares mostram a multifuncionalidade da agricultura. “Elas produzem alimentos, preservam a natureza, resguardam o patrimônio cultural e, agora, geram renda pelo turismo comunitário.”

Para Denise Levy, especialista do BID, o modelo tem potencial de inspirar políticas públicas. “O projeto prova que o turismo gastronômico e comunitário pode diversificar a economia rural com ética, participação e responsabilidade ambiental.”

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