• Problemas no coração de cães atingem até 10% dos atendimentos e ainda geram dúvidas entre tutores
  • Acidente leve em rotatória de Assis expõe riscos em travessia na Avenida Abílio Nogueira Duarte
  • Quer ver cinema brasileiro de graça? Confira a agenda do Cine Fema em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 18:39h • 31 de janeiro de 2026

Projeto Genie do Google DeepMind cria mundos interativos com IA e avança para ambientes 3D em 2026

Modelo generativo aprende física e ações a partir de vídeos da internet e passa a permitir exploração de cenários jogáveis em tempo real

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1

Google DeepMind avança com IA que transforma imagens em ambientes jogáveis
Google DeepMind avança com IA que transforma imagens em ambientes jogáveis

O Google DeepMind vem ampliando os limites da inteligência artificial generativa com o Projeto Genie, sigla para Generative Interactive Environments. Diferente de modelos voltados apenas à criação de vídeos passivos, o Genie foi desenvolvido para gerar ambientes interativos e jogáveis, nos quais o usuário pode controlar personagens e explorar cenários em tempo real. Em 2026, o projeto avançou com o lançamento do modelo Genie 3, que amplia a complexidade visual, a interatividade e a consistência dos mundos criados.

O Genie é classificado como um foundation world model, ou modelo fundamental de mundo. A partir de uma única imagem, um desenho simples ou um prompt de texto, a IA gera um ambiente semelhante a um jogo, inicialmente em 2D e, nas versões mais recentes, em 3D. O diferencial está no fato de o sistema permitir interação direta, com respostas quadro a quadro às ações do usuário, como se fosse um jogo funcional.

Como o Genie aprende a criar mundos

Segundo os pesquisadores do Google DeepMind, o Genie não foi treinado com instruções explícitas sobre comandos de jogos, como pular ou correr. O modelo aprendeu a simular física, movimento e regras de interação ao analisar grandes volumes de vídeos disponíveis na internet, especialmente gravações de gameplays e simulações de robótica. Esse processo permitiu que a IA inferisse padrões de ação e reação sem supervisão humana direta.

Nova IA do Google aprende física e ações a partir de vídeos da internet | Imagem: Ilustração/Gemini/Âncora1

O modelo original, descrito em artigo científico, possui cerca de 11 bilhões de parâmetros e funciona a partir de três componentes principais. O primeiro é o tokenizador de vídeo espaço-temporal, responsável por transformar vídeos brutos em unidades discretas de informação, reduzindo a complexidade visual para processamento eficiente. O segundo é o modelo de ação latente, considerado a principal inovação do projeto, que infere quais ações ocorreram entre um quadro e outro mesmo sem acesso aos comandos originais do jogador. O terceiro componente é o modelo de dinâmica, que prevê o próximo quadro do ambiente com base na ação escolhida, garantindo consistência e resposta imediata às interações.

Da prova de conceito ao Genie 3

A evolução do projeto é marcada por saltos técnicos significativos. O Genie original foi concebido como uma prova de conceito, focada em jogos de plataforma 2D de baixa resolução, demonstrando que a IA poderia aprender controles de forma não supervisionada. Já o Genie 3, apresentado no contexto de 2026, passou a gerar ambientes 3D mais complexos, com maior fidelidade visual e física aprimorada.

Entre os avanços destacados estão a melhora na resolução, que em alguns testes alcança 720p a 24 quadros por segundo, maior duração de consistência dos cenários e a possibilidade de exploração contínua de mundos criados a partir de prompts mais elaborados. A interatividade também foi ampliada, permitindo experiências mais próximas de jogos completos.

Aplicações além do entretenimento

Embora o aspecto lúdico chame atenção, o Genie não foi desenvolvido apenas para entretenimento. Um dos usos centrais do modelo é funcionar como um ambiente de treinamento para outros agentes de IA e robôs. Ao criar mundos virtuais variados e dinâmicos, o sistema atua como um laboratório infinito, no qual agentes artificiais podem aprender navegação, tomada de decisão e adaptação antes de serem testados em situações reais.

Outra característica relevante é a multimodalidade de entrada. Os mundos podem ser gerados a partir de desenhos feitos à mão, imagens criadas por outras inteligências artificiais ou até fotografias do mundo real, ampliando as possibilidades de uso em pesquisa, educação e desenvolvimento de sistemas autônomos.

Acesso e status do projeto

De acordo com informações divulgadas em janeiro de 2026, o Projeto Genie está disponível como protótipo experimental no Google Labs. O acesso inicial foi liberado para assinantes do plano Google AI Ultra nos Estados Unidos, reforçando o caráter ainda restrito e experimental da tecnologia.

Os detalhes técnicos e demonstrações oficiais podem ser consultados no blog e no site do Google DeepMind, além do artigo científico intitulado Genie: Generative Interactive Environments, publicado no arXiv. O projeto é visto por pesquisadores como um passo relevante na direção de inteligências artificiais capazes de compreender e simular mundos complexos, com impacto potencial em jogos, robótica e aprendizado de máquinas.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 19:33h • 22 de abril de 2026

Problemas no coração de cães atingem até 10% dos atendimentos e ainda geram dúvidas entre tutores

Especialista esclarece mitos e sinais de alerta que podem indicar cardiopatias e reforça importância do diagnóstico precoce

Descrição da imagem

Cidades • 18:55h • 22 de abril de 2026

Acidente leve em rotatória de Assis expõe riscos em travessia na Avenida Abílio Nogueira Duarte

Colisão foi registrada na tarde desta quarta-feira, em frente à funerária São Vicente, após veículo parar para pedestre atravessar

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:26h • 22 de abril de 2026

Ter ideia com IA é fácil, difícil é tirar do papel e os dados mostram isso

Estudo mostra que uso ainda é básico na maioria dos casos e aponta falta de conhecimento técnico como principal barreira

Descrição da imagem

Variedades • 17:33h • 22 de abril de 2026

Você sabe qual é a participação do Brasil no programa Artemis?

País participa com ciência e tecnologia em agricultura espacial e pesquisa lunar, que integrarão as futuras missões espaciais que têm como um dos objetivos viabilizar a presença humana na Lua

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:06h • 22 de abril de 2026

Quer ver cinema brasileiro de graça? Confira a agenda do Cine Fema em Assis

Programação entre sexta e domingo reúne filmes, curtas e debates com diretor em Assis

Descrição da imagem

Saúde • 16:44h • 22 de abril de 2026

Anticoncepcional masculino promete efeito reversível por até 2 anos

Injeção sem hormônios bloqueia espermatozoides e pode chegar ao mercado até 2028

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:19h • 22 de abril de 2026

Campo de girassóis em Cruzália vira ponto de visitação e pede cuidado dos visitantes

Espaço no Distrito Industrial se torna ponto de visitação e autoridades orientam público sobre segurança e respeito ao meio ambiente

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:41h • 22 de abril de 2026

Quinta-feira tem Feira da Lua com show e food trucks em Maracaí

Evento movimenta Santa Cruz da Boa Vista e reúne food trucks, praça de alimentação e show ao vivo

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar