Responsabilidade Social • 19:33h • 22 de abril de 2026
Problemas no coração de cães atingem até 10% dos atendimentos e ainda geram dúvidas entre tutores
Especialista esclarece mitos e sinais de alerta que podem indicar cardiopatias e reforça importância do diagnóstico precoce
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da ATDC | Foto: Arquivo/Âncora1
As doenças cardíacas em cães representam cerca de 10% dos atendimentos na clínica de pequenos animais e estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade nessa população. Embora sejam mais frequentes em animais idosos, essas condições podem surgir em qualquer fase da vida e costumam evoluir de forma silenciosa, o que exige atenção dos tutores e acompanhamento veterinário regular.
Segundo o médico-veterinário Kauê Ribeiro, da Vetnil, a avaliação clínica periódica é fundamental para identificar alterações precocemente. Mudanças no comportamento do animal, como cansaço fácil, respiração acelerada, tosse frequente ou menor disposição, podem ser sinais iniciais de problemas cardíacos e não devem ser ignoradas.
Mitos comuns que podem atrasar o diagnóstico
Entre as principais dúvidas dos tutores está a ideia de que apenas cães idosos desenvolvem cardiopatias. A afirmação é incorreta. Embora o risco aumente com a idade, animais jovens também podem apresentar doenças cardíacas, seja por predisposição genética ou condições congênitas.
Outro equívoco frequente é acreditar que, na ausência de sintomas, o coração do animal está saudável. Muitas cardiopatias evoluem sem sinais evidentes nas fases iniciais e são identificadas em exames de rotina. Em alguns casos, o veterinário detecta alterações como sopros cardíacos antes mesmo de o tutor perceber qualquer mudança.
Também é mito que cães com problemas cardíacos não possam mais se exercitar. Em muitos casos, atividades físicas leves a moderadas são recomendadas, desde que orientadas por um profissional, ajudando no controle do peso e no bem-estar do animal.
Sinais de alerta e qualidade de vida
A tosse frequente, muitas vezes associada apenas a problemas respiratórios, pode estar relacionada a alterações cardíacas, principalmente quando aparece junto com cansaço ou dificuldade para respirar. Isso ocorre porque mudanças no funcionamento do coração podem afetar estruturas próximas aos pulmões.
Outro ponto importante é que o diagnóstico de cardiopatia não significa, necessariamente, redução significativa da expectativa de vida. Com acompanhamento adequado e início precoce do tratamento, muitos cães conseguem manter boa qualidade de vida por longos períodos.
A evolução do manejo clínico e o acesso a exames específicos permitem identificar o estágio da doença e adotar estratégias que ajudam a controlar os sintomas e retardar a progressão do quadro.
A importância do acompanhamento ao longo da vida
Consultas regulares e atenção ao comportamento do animal são as principais ferramentas para preservar a saúde cardíaca dos pets. Sintomas como desmaios, respiração ofegante, cansaço excessivo e tosse persistente devem ser avaliados por um médico-veterinário.
O cuidado preventivo, aliado ao diagnóstico precoce, permite intervenções mais eficazes e aumenta as chances de o animal viver com mais conforto e qualidade. Para especialistas, observar sinais sutis no dia a dia pode fazer diferença no tratamento e na longevidade dos cães.
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