Educação • 17:29h • 19 de agosto de 2026
Presidente da FDE visita Carolina Francini Burali em Assis e apresenta planos para as escolas estaduais
Fabrício Moura Moreira conheceu a estrutura da EE Carolina Francini Burali, ouviu demandas da equipe e apresentou ações para manutenção, climatização e modernização das mais de 5 mil escolas estaduais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Âncora1®
A EE Carolina Francini Burali, em Assis, recebeu na manhã desta quarta-feira (19) a visita do presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Fabrício Moura Moreira. A agenda teve caráter técnico e preventivo, com uma vistoria pelas instalações, conversa com a direção e a supervisão da unidade, e encaminhamento para uma avaliação especializada das necessidades de manutenção da escola.
Fabrício esteve acompanhado do diretor de Projetos Especiais, Cândido José dos Santos, e foi recebido pelo diretor da escola, Antônio Beluco Neto, e pela supervisora Daniela Bechelli Lima Quijada. O Âncora1 acompanhou a agenda a convite da assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e participou da conversa sobre infraestrutura, manutenção e os projetos em andamento na rede estadual.
Reunião entre FDE, direção e supervisão da Carolina Francini Burali discutiu necessidades da escola, manutenção preventiva e investimentos na infraestrutura da unidade
A visita não ocorreu em razão de uma emergência ou de um problema grave na unidade. A proposta foi justamente conhecer a escola presencialmente, ouvir quem acompanha sua rotina e identificar necessidades que possam ser solucionadas antes que se transformem em problemas maiores. A partir do que foi observado, deverá ser solicitado um laudo técnico de manutenção e risco, elaborado por engenheiro, para detalhar intervenções necessárias e permitir a elaboração dos respectivos orçamentos.
Escola tradicional de Assis recebe olhar técnico sobre estrutura
Localizada na região central de Assis, a Carolina Francini Burali atravessa gerações e mantém uma relação histórica com a comunidade. A própria supervisora Daniela Bechelli foi aluna da escola antes de retornar à unidade em sua trajetória profissional.
Durante a visita, os representantes da FDE percorreram diferentes espaços e conheceram pontos apresentados pela direção e supervisão como prioridades para futuras melhorias. Foram observadas necessidades de manutenção, como algumas rachaduras e uma questão no piso superior relacionada à lavagem da área, sem indicação durante a visita de um problema estrutural grave.
Antonio Beluco Neto e Fabrício Moura Moreira percorrem o piso superior da escola durante avaliação de pontos que demandam manutenção, como infiltrações e adequações na estrutura
Outra demanda apresentada foi o elevador da unidade, atualmente sem funcionamento. Além de ampliar a acessibilidade cotidiana, a recuperação do equipamento ganha importância porque a escola também funciona como local de votação. Sem o elevador, é necessário organizar a utilização dos espaços para que pessoas com deficiência ou dificuldade de mobilidade não precisem acessar o pavimento superior pelas escadas.
Visita percorreu diferentes espaços da Carolina Francini Burali para conhecer a estrutura e as necessidades apresentadas pela gestão da unidade
A presença de escorpiões também entrou na conversa. A situação foi tratada dentro de um problema que não se restringe à escola e que vem sendo enfrentado em Assis, com a unidade buscando medidas para reduzir a presença dos animais.
Visita busca antecipar problemas, e não apenas reagir a eles
Um dos pontos destacados durante a agenda foi a importância de manutenção preventiva. A lógica apresentada pela FDE é ampliar a capacidade de identificar necessidades antes que uma falha comprometa atividades da escola ou exija uma intervenção de maior porte.
Problemas elétricos foram utilizados como exemplo. Uma deficiência nessa estrutura pode repercutir simultaneamente na iluminação, nos computadores, nos equipamentos da cozinha, nos bebedouros e nos sistemas de climatização. Por isso, a avaliação de uma escola precisa considerar o impacto que uma mesma estrutura exerce sobre diferentes atividades.
Fabrício explicou ainda que realiza visitas periódicas a unidades da rede, dentro do trabalho de acompanhamento de mais de 5 mil prédios escolares vinculados à estrutura estadual. As decisões sobre intervenções e execução das obras são articuladas entre a FDE e a Secretaria da Educação, levando em consideração prioridades técnicas e, principalmente, as condições oferecidas aos estudantes.
Durante a visita técnica, representantes da FDE e direção observaram pontos que deverão receber avaliação para manutenção preventiva na unidade
Atualmente, segundo as informações apresentadas durante a reunião, existem cerca de 2,3 mil obras em andamento no Estado de São Paulo.
Novo sistema aproxima gestores das demandas de manutenção
Durante a conversa em Assis, Fabrício também apresentou um CRM gerenciável criado para organizar a comunicação das escolas com a estrutura responsável pelas demandas da rede. A ferramenta passou por projeto piloto em Guarulhos e Sorocaba e já está disponível para utilização pelas demais unidades.
Pelo sistema, gestores podem registrar requerimentos relacionados a problemas encontrados nas escolas e atualizar o mesmo chamado à medida que surgem novas informações relacionadas àquela demanda. Assim, uma necessidade inicialmente aberta para tratar de um telhado, por exemplo, pode receber novos apontamentos vinculados ao mesmo serviço, sem obrigar a escola a iniciar sucessivos processos sobre uma única intervenção.
Além de organizar os pedidos, a ferramenta permite acompanhar demandas de forma centralizada, identificar recorrências e melhorar a previsibilidade das intervenções. Fabrício destacou durante a reunião que recebe e acompanha essas notificações, aproximando a presidência da FDE dos problemas relatados pelas próprias unidades.
A digitalização busca reduzir um problema comum em estruturas administrativas extensas: uma demanda passar por diferentes setores até chegar ao responsável pela decisão. Com o sistema, a expectativa é tornar esse fluxo mais rastreável e eficiente.
Área de acesso dos alunos está entre os pontos apresentados pela escola; uma das solicitações é a cobertura do trajeto até o portão de entrada para proteção em dias de chuva
Almoxarifado virtual terá 85 itens até o fim do ano
Outra iniciativa apresentada foi o almoxarifado virtual, pelo qual as escolas podem solicitar materiais de acordo com suas necessidades. Atualmente são 74 itens disponíveis e a previsão informada durante a visita é incorporar outros 11 ainda em 2026, chegando a 85 produtos.
A ferramenta permite que cada unidade solicite a quantidade necessária de cada material, ajudando a dimensionar compras e distribuição e reduzindo estoques desnecessários. Entre os produtos mencionados durante a conversa estão itens de higiene, limpeza e necessidades básicas, como creme dental e absorventes.
A disponibilidade de absorventes ganha destaque pelo impacto direto no cotidiano das estudantes, inclusive em situações nas quais uma aluna não dispõe do produto ou é surpreendida pela menstruação durante o período escolar.
Tanto o CRM quanto o almoxarifado virtual fazem parte de uma tentativa de integrar tecnologia à administração da rede, produzindo dados que permitam antecipar necessidades, organizar compras e acompanhar com maior precisão aquilo que cada escola demanda.
Representantes da FDE percorreram a EE Carolina Francini Burali acompanhados pela direção e supervisão para conhecer de perto a estrutura da unidade
Climatização exige obras que vão além da instalação do aparelho
A climatização das escolas estaduais também esteve entre os principais assuntos da reunião. Segundo Fabrício, a intenção é avançar progressivamente até alcançar todas as unidades, mas a instalação de aparelhos de ar-condicionado envolve uma estrutura muito maior do que a compra e instalação comum dos equipamentos.
A expectativa apresentada é chegar ao final de 2026 com 1.500 escolas atendidas com salas climatizadas. Para ampliar o programa neste ano, o investimento informado supera R$ 500 milhões.
Fabrício explicou que a climatização pode exigir adequações elétricas dentro da própria escola e intervenções relacionadas à capacidade de fornecimento de energia. Há prédios antigos cuja estrutura sequer foi projetada para a carga elétrica atualmente exigida por uma sala equipada com aparelhos eletrônicos e ar-condicionado.
Por isso, antes da instalação é necessário verificar desde a infraestrutura elétrica interna até a capacidade disponível junto à concessionária de energia. Dependendo da unidade, o processo demanda obras anteriores para que os aparelhos possam funcionar de forma segura.
A questão ganha relevância no interior paulista, onde períodos de temperaturas elevadas afetam diretamente o conforto e bem estar de estudantes e profissionais. Durante a reunião, o calor característico de Assis também foi mencionado dentro dessa discussão.
Presidente da FDE, Fabrício Moura Moreira detalhou ações da Fundação e ouviu as demandas apresentadas pela escola durante a reunião
FDE pede atenção ao escopo das obras
Outro tema abordado foi o cumprimento rigoroso do escopo estabelecido para cada obra. A orientação é evitar que, durante uma intervenção, serviços adicionais sejam informalmente solicitados ao prestador sem que estejam contemplados no projeto e no contrato.
A preocupação é preservar a qualidade e permitir posteriormente a fiscalização do que efetivamente foi contratado. Algumas intervenções também só podem ser avaliadas plenamente depois de determinadas condições, como uma chuva forte após um reparo no telhado ou dias de temperaturas elevadas após a instalação de um sistema de climatização.
Por isso, os contratos estabelecem responsabilidades e períodos para eventuais correções. Manter a execução dentro do projeto permite identificar o que foi realizado, cobrar adequações e responsabilizar corretamente a empresa responsável quando necessário.
Televisores estão entre os planos para 2027
A modernização tecnológica das salas de aula também entrou em pauta. Entre as perspectivas apresentadas para 2027 está a ampliação do uso de televisores de grandes dimensões nas salas, preparados para exibição de conteúdos multimídia.
A mudança acompanha a perda de espaço das antigas lousas digitais. Com a evolução tecnológica, parte desses equipamentos tornou-se obsoleta e a própria manutenção passou a encontrar dificuldades pela redução da oferta de empresas e componentes especializados.
A estratégia mencionada é substituir gradualmente essas estruturas por televisores e, em determinadas situações, projetores, facilitando a utilização de recursos audiovisuais no cotidiano pedagógico.
Da esquerda para a direita: Antônio Beluco Neto, diretor da EE Carolina Francini Burali; Fabrício Moura Moreira, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE); Cândido José dos Santos, diretor de Projetos Especiais; e Daniela Bechelli Lima Quijada, supervisora da escola | Foto: Âncora1®
Visita deixa encaminhamento para novas avaliações em Assis
Ao final da passagem pela Carolina Francini Burali, o principal encaminhamento foi justamente aprofundar tecnicamente aquilo que a direção e a supervisão apresentaram durante a visita. O levantamento de engenharia deverá permitir separar necessidades imediatas de intervenções que podem ser programadas e dimensionar os investimentos necessários.
A agenda também permitiu apresentar à escola como as demandas de infraestrutura estão sendo organizadas em escala estadual. Com milhares de prédios sob responsabilidade da rede, a combinação de vistorias presenciais, sistemas digitais, planejamento de obras e definição de prioridades busca aproximar a administração estadual das necessidades encontradas dentro de cada unidade.
Em Assis, a passagem do presidente da FDE teve esse caráter; conhecer uma escola tradicional da cidade, percorrer suas instalações, ouvir diretamente quem administra a unidade e criar condições para que necessidades de manutenção sejam diagnosticadas antes de se transformarem em problemas maiores.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Educação
Quem são os alunos de Assis, Cândido Mota e Florínea que conquistaram intercâmbio internacional: veja a lista
Jovens de oito municípios estudarão no Canadá, na Irlanda e na Nova Zelândia pelo Prontos pro Mundo e devem entregar documentos até 21 de setembro