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Cidades • 21:39h • 07 de maio de 2025

Por que nossa mente fica em branco? Estudo desvenda os mistérios do apagamento mental

Pesquisadores exploram os mistérios por trás dos momentos em que nossa mente "fica em branco" e as possíveis causas para isso

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Universidade de Monash | Foto: Divulgação

Cientistas investigam as causas do apagamento mental e suas implicações
Cientistas investigam as causas do apagamento mental e suas implicações

Você já se pegou em um momento em que sua mente ficou em branco, sem conseguir se concentrar no presente ou se lembrar do que estava pensando? Esse fenômeno, conhecido como “apagamento mental”, é mais comum do que imaginamos e está sendo estudado por uma equipe de neurocientistas e filósofos da Europa e da Universidade Monash. Recentemente, eles publicaram um artigo na revista Trends in Cognitive Sciences que aborda o apagamento mental e seus efeitos no cérebro humano.

Durante a vigília, nossa mente costuma alternar entre diferentes conteúdos e pensamentos. No entanto, existem momentos, conhecidos como apagões mentais, em que não há conteúdo reportável. Isso acontece especialmente quando o cérebro está em um estado de alta ou baixa excitação, tornando nossa atenção difícil de manter no presente.

Segundo a Dra. Jennifer Windt, do Centro de Estudos de Consciência e Contemplação da Universidade de Monash, a mente em branco ocorre com mais frequência quando estamos tentando nos concentrar, mas nossa atenção se desvia. “Mesmo quando estamos focados em uma tarefa, nossa atenção pode vagar, e isso pode resultar em estados mentais variados, como sonhar acordado, ou até mesmo a ausência de pensamento”, explica a Dra. Windt.

O estudo, coordenado por Athena Demertzi, da GIGA Research da Universidade de Liège, analisou 80 artigos de pesquisa sobre o tema, registrando a atividade cerebral dos participantes quando relataram não estar pensando em nada. O estudo revelou que o apagamento mental é experimentado, em média, entre 5 a 20% do tempo pelas pessoas, dependendo do contexto.

Entre os principais achados da pesquisa, destacam-se:

O apagamento mental ocorre mais frequentemente após longos períodos de atenção concentrada, como durante exames ou após privação de sono ou exercício intenso.

Crianças com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) relatam o apagamento mental com mais frequência que indivíduos neurotípicos.

Durante os períodos de apagamento mental, foi observado uma diminuição da frequência cardíaca, diminuição do tamanho das pupilas e atividade cerebral mais lenta, semelhante ao que acontece durante o sono.

Os pesquisadores sugerem que o apagamento mental pode ser resultado de mudanças nos níveis de excitação do cérebro, o que prejudica a memória, a linguagem e a atenção. Eles propõem uma nova estrutura para entender esses apagões mentais, como um conjunto dinâmico de experiências fisiológicas influenciadas pelo estado de excitação do cérebro.

Thomas Andrillon, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade de Liège, afirma que entender o apagamento mental é crucial para entender como a vigília humana pode ser mais flexível do que se pensava. “Esse estudo desafia a visão comum de que a mente está sempre em um fluxo constante de pensamentos e destaca as diferenças individuais nas experiências subjetivas da mente”, conclui Andrillon.

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