Mundo • 10:06h • 22 de abril de 2026
População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo
Pnad 2025 também mostra que mais pessoas vivem sozinhas
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A população brasileira continua crescendo, mas em ritmo cada vez mais lento, ao mesmo tempo em que envelhece. É o que aponta a edição de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo IBGE. No último ano, o país registrou 212,7 milhões de habitantes, um aumento de 0,39% em relação a 2024. Desde 2021, a taxa de crescimento permanece abaixo de 0,60%. Do total de residentes, 51,2% são mulheres e 48,8% homens.
Os dados mostram uma mudança significativa na estrutura etária da população. A proporção de pessoas com menos de 40 anos diminuiu 6,1% entre 2012 e 2025. Em contrapartida, cresceu o número de pessoas nas faixas mais altas de idade: o grupo de 40 a 49 anos passou de 13% para 15%; o de 50 a 59 anos, de 10% para 11,8%; e o de 60 anos ou mais, de 11,3% para 16,6%.
Essa transformação também aparece na pirâmide etária, que apresenta base mais estreita e topo mais largo, refletindo a redução da população mais jovem e o aumento do número de idosos.
As diferenças regionais seguem marcantes. Norte e Nordeste concentram maior proporção de jovens, com 22,6% e 19,1% da população de até 13 anos, respectivamente. Já Sudeste e Sul apresentam maior presença de idosos, com 18,1% da população com 60 anos ou mais em ambas as regiões.
A pesquisa também revela mudanças na autodeclaração de cor ou raça. A proporção de pessoas que se identificam como brancas caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Já a população que se declara preta aumentou de 7,4% para 10,4%. O maior crescimento dessa população foi registrado na Região Norte, enquanto o Sul apresentou aumento significativo entre pessoas que se declaram pardas e redução na parcela de brancos.
Outro dado em destaque é o aumento do número de pessoas que vivem sozinhas. Em 2025, os domicílios unipessoais representam 19,7% do total, frente a 12,2% em 2012. Apesar disso, o modelo familiar nuclear ainda é predominante, embora tenha perdido participação no período. Entre os homens que moram sozinhos, a maioria tem entre 30 e 59 anos, enquanto entre as mulheres prevalecem aquelas com 60 anos ou mais.
Também houve mudanças nas condições de moradia. A proporção de imóveis alugados cresceu para 23,8%, enquanto os domicílios próprios quitados diminuíram para 60,2%. As casas continuam sendo a principal forma de habitação, mas perderam espaço para os apartamentos, que vêm aumentando sua participação.
Os indicadores de infraestrutura mostram avanços, mas ainda revelam desigualdades importantes. O acesso à água encanada chega a 86,1% dos domicílios, com grande diferença entre áreas urbanas e rurais. No saneamento, pouco mais de 70% das residências têm acesso adequado, mas o índice é bem mais baixo na Região Norte.
A coleta de lixo atende a 86,9% dos domicílios, enquanto o acesso à energia elétrica está próximo da universalização, embora ainda haja lacunas, principalmente em áreas rurais do Norte do país.
Por outro lado, aumentou o acesso a bens duráveis. A presença de geladeira já atinge quase a totalidade dos lares, e o uso de máquinas de lavar cresceu de forma significativa nos últimos anos. Também houve avanço na posse de veículos, com quase metade dos domicílios possuindo carro e mais de um quarto contando com motocicletas.
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