Policial • 11:44h • 21 de agosto de 2026
Polícia conclui investigação sobre roubo contra vereador de Assis e pede prisão de ex-secretário
Polícia Civil concluiu Operação Veritas Vincit com oito investigados; seis têm vínculo com a Administração Municipal e novo pedido de prisão contra sétimo envolvido aguarda decisão da Justiça
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Deinter 8 | Foto: Arquivo/Âncora1
A Polícia Civil concluiu as investigações da Operação Veritas Vincit, que apura o roubo cometido contra um vereador de Assis em 23 de março de 2026, e incluiu um sétimo investigado em pedido de prisão preventiva. Segundo a Delegacia Seccional de Polícia de Assis e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o novo investigado exercia, na época dos fatos, o cargo de secretário municipal de Governo e Administração e teria possível vinculação, em tese, ao núcleo superior da articulação criminosa. Ao todo, oito pessoas foram identificadas durante aproximadamente cinco meses de investigação.
A nova representação pela prisão preventiva está relacionada aos elementos reunidos sobre a possível participação do ex-secretário e às circunstâncias envolvendo o comprometimento de registros do sistema municipal de videomonitoramento. O pedido ainda depende de decisão do Poder Judiciário.
Dos oito investigados identificados pela Polícia Civil, seis possuem vínculo direto com a Administração Pública Municipal. Dois deles ocupavam cargos de secretários municipais quando o crime ocorreu. Para o oitavo investigado, também servidor público ligado à estrutura administrativa, a polícia solicitou medidas cautelares diferentes da prisão.
Investigação aponta possível contexto político-administrativo
O caso começou após o celular do vereador ser roubado mediante ameaça com arma de fogo, em 23 de março. A partir da identificação do suspeito apontado como executor material, as diligências avançaram para outros possíveis participantes e buscaram reconstruir as etapas que antecederam e sucederam o crime.
Segundo a Polícia Civil, foram encontrados indícios de que o roubo estaria inserido em um contexto de natureza político-administrativa relacionado à atuação fiscalizatória exercida pela vítima como vereador e presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
A investigação aponta, em tese, diferentes níveis de participação, envolvendo articulação, planejamento, recrutamento, apoio logístico e execução material. A polícia também apurou possíveis atos posteriores destinados a comprometer a investigação e provocar a supressão, perda ou indisponibilidade de registros considerados relevantes.
Seis prisões temporárias tiveram conversão solicitada
A Operação Veritas Vincit teve quatro fases, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. As equipes analisaram imagens, aparelhos eletrônicos, registros digitais e informações de sistemas informatizados, além de realizarem diligências de campo.
Durante a investigação, seis pessoas tiveram prisões temporárias decretadas e cumpridas. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu que essas seis prisões fossem convertidas em preventivas.
O Ministério Público manifestou-se favoravelmente às conversões solicitadas e, após analisar o conjunto reunido na investigação, ofereceu denúncia contra os investigados. As medidas que ainda dependem de pronunciamento judicial, incluindo o pedido de prisão preventiva do sétimo investigado, permanecem sob apreciação do Poder Judiciário.
Com o encerramento da investigação policial, o caso avança para a esfera judicial, onde serão analisadas as acusações e as medidas cautelares requeridas. Os investigados permanecem amparados pela presunção de inocência e pelas demais garantias previstas no devido processo legal.
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