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Economia • 13:46h • 12 de maio de 2026

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, mostra ANS

Variação é a menor em cinco anos, mas supera inflação

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Fotografia EBC

A última vez em que os planos coletivos – aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.
A última vez em que os planos coletivos – aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Apesar de ser o menor índice dos últimos cinco anos, o aumento representa mais que o dobro da inflação oficial do período.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação do setor, e consideram os reajustes aplicados pelas operadoras em janeiro e fevereiro deste ano.

A última vez que os planos coletivos — contratados por empresas, empresários individuais e associações — tiveram reajuste médio inferior ao atual foi em 2021, quando a alta foi de 6,43%.

Nos últimos anos, os reajustes médios variaram bastante. Em 2016, chegaram a 15,74%. Em 2017, ficaram em 14,24%, seguidos por 11,96% em 2018 e 10,55% em 2019. Em 2020, o reajuste caiu para 7,71% e atingiu 6,43% em 2021, período marcado pela pandemia de Covid-19.

Segundo especialistas, naquele período houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias eletivas devido ao isolamento social, o que contribuiu para reajustes menores.

A partir de 2022, os aumentos voltaram a subir, alcançando 11,48% em 2022, 14,13% em 2023, 13,18% em 2024, 10,76% em 2025 e agora 9,9% em 2026.

Para efeito de comparação, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava 3,81% em fevereiro de 2026.

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) costuma criticar reajustes acima da inflação. Já a ANS afirma que a comparação direta entre os índices não é adequada.

Segundo a agência, o cálculo dos reajustes considera fatores específicos do setor de saúde, como o aumento dos custos de produtos e serviços médicos e a frequência de utilização dos atendimentos pelos beneficiários.

Diferentemente dos planos individuais e familiares, em que a ANS define o percentual máximo de reajuste, nos planos coletivos o aumento é estabelecido por negociação entre a operadora e a empresa ou entidade contratante.

Nos contratos coletivos com menos de 30 beneficiários, as operadoras aplicam o mesmo percentual de reajuste para todos os planos da mesma carteira.

Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%. Já os contratos com até 29 vidas registraram aumento médio de 13,48%. Segundo a ANS, cerca de 77% dos clientes estão em planos com 30 ou mais beneficiários.

Dados mais recentes da agência, referentes a março de 2026, mostram que o Brasil possuía 53 milhões de vínculos com planos de saúde. O número representa crescimento de 906 mil contratos em um ano.

Entre os beneficiários, 84% estão vinculados a planos coletivos.

Ainda de acordo com a ANS, o setor de saúde suplementar movimentou R$ 391,6 bilhões em receitas em 2025 e registrou lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o maior da série histórica.

Na prática, isso significa que, a cada R$ 100 recebidos pelas operadoras, cerca de R$ 6,20 corresponderam a lucro líquido.

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