Ciência e Tecnologia • 15:05h • 26 de novembro de 2025
Pesquisas reforçam ligação direta entre saúde emocional e riscos cardíacos graves
Estudo investiga a conexão entre cérebro e coração e revela que estresse, luto e ansiedade podem alterar ritmos cardíacos, pressão arterial e até provocar síndromes como a do coração partido
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mayo Clinic | Foto: Arquivo/Âncora1
A relação entre emoções intensas e o funcionamento do coração tem ganhado destaque em estudos recentes da Mayo Clinic. Pesquisas conduzidas pelo cardiologista intervencionista Dr. Mohamad Alkhouli mostram que estados emocionais como estresse, ansiedade, tristeza profunda e até alegria extrema podem desencadear alterações significativas nos sistemas cardiovascular e neurológico.
Os primeiros resultados reforçam que coração e cérebro atuam como uma rede integrada. As emoções modulam ritmos cardíacos, pressão arterial e respostas hormonais, enquanto o coração envia sinais de volta ao cérebro, influenciando humor, atenção e níveis de estresse. Essa comunicação bidirecional tem sido associada a condições potencialmente graves, incluindo a síndrome do coração partido e a dissecção espontânea de artérias coronárias (DEAC).
Entre as condições observadas pela equipe da Mayo Clinic, a síndrome do coração partido se destaca por reproduzir sintomas de ataque cardíaco. Os pacientes sentem dor súbita no peito e alteração na contração do músculo cardíaco, mas os exames tradicionais não identificam obstruções típicas de infarto. A diferenciação costuma ocorrer por meio de angiografia coronária invasiva, embora tecnologias emergentes, como a magnetocardiografia, tenham mostrado potencial para auxiliar no diagnóstico.
Outro ponto analisado é a DEAC, frequentemente desencadeada por estresse físico ou emocional. Estudos sugerem que o esforço irregular do músculo cardíaco durante a síndrome do coração partido gera tensões capazes de lesionar as artérias coronárias em determinados casos, reforçando a ligação entre as duas condições.
Pesquisas também investigam por que apenas algumas pessoas desenvolvem essas alterações após vivenciarem traumas emocionais. Para o Dr. Alkhouli, ainda há lacunas importantes sobre predisposição individual, influência hormonal e impacto do histórico emocional na resposta cardiovascular.
Emoções, stress e práticas diárias
Além das síndromes mais graves, o estresse emocional contínuo também pode contribuir para quadros como hipertensão, taquicardia, bradicardia e aumento do risco de doença cardíaca, segundo os pesquisadores.
A Mayo Clinic mantém uma estrutura integrada para estudar esses casos. Na Clínica do Cérebro e do Coração, cardiologistas e neurologistas avaliam pacientes com sintomas neurológicos ligados a eventos cardíacos, como AVCs cardioembólicos ou ataques isquêmicos transitórios associados a coágulos formados no coração.
Embora ainda sejam necessárias investigações mais amplas, os pesquisadores destacam que medidas de autocuidado impactam diretamente o sistema emocional e cardiovascular. Entre as práticas que beneficiam os dois sistemas estão controle do estresse, sono adequado, conexões sociais, atividades de relaxamento e uma rotina cardiosaudável com alimentação equilibrada, atividade física regular e controle da pressão arterial e do colesterol.
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