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Ciência e Tecnologia • 08:02h • 17 de julho de 2025

Pesquisadores da Unesp identificam nova espécie de bagre na bacia do rio Xingu

Estudo combina análises físicas e genéticas para descrever o Imparfinis arceae, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Divulgação/Assessoria

Imparfinis arceae: estudo revela bagre inédito na Amazônia brasileira
Imparfinis arceae: estudo revela bagre inédito na Amazônia brasileira

Um grupo de pesquisadores do câmpus de Botucatu da Unesp descreveu uma nova espécie de bagre encontrada nos rios da bacia do Xingu, no norte do Mato Grosso. Nomeada Imparfinis arceae, a descoberta reforça a riqueza da biodiversidade brasileira e foi fruto de um trabalho que uniu análises morfológicas detalhadas e estudos genéticos — abordagem conhecida como taxonomia integrativa.

Os bagres são conhecidos por sua impressionante diversidade, com mais de 4.200 espécies identificadas em todo o mundo. Com diferentes cores, tamanhos e comportamentos, esses peixes são facilmente reconhecidos por seus característicos “bigodes”, que lembram os de gatos. A enorme variedade de habitats em que vivem, desde pequenos riachos até grandes bacias fluviais, faz com que muitas espécies ainda sejam desconhecidas pela ciência.

O gênero Imparfinis, por exemplo, reúne espécies distribuídas por toda a América do Sul, da Costa Rica até a Argentina. Foi em um afluente do rio Xingu que a equipe da Unesp encontrou indivíduos com uma faixa preta lateral mais ampla que a observada em outras espécies conhecidas, o primeiro indício de que se poderia tratar de algo inédito.

“A faixa lateral escura era diferente, mais ampla. Esse detalhe chamou nossa atenção”, explicou o pesquisador Gabriel de Souza da Costa e Silva, líder do estudo e pós-doutorando no Instituto de Biociências da Unesp.

Para confirmar a hipótese, os cientistas coletaram vinte exemplares e realizaram uma análise morfológica minuciosa. Características como o número de vértebras (39 em I. arceae, contra 40 em I. hasemani), o tamanho relativo da cabeça e dos olhos e os padrões de coloração foram cuidadosamente comparados com espécies próximas.


Imagem radiográfica de Imparfinis arceae, espécie de bagre descoberta por pesquisadores da Unesp | Silva et al. 2025

Mas a confirmação veio mesmo com a genética. Usando técnicas de sequenciamento de DNA, os pesquisadores observaram que havia mais de 6% de diferença genética entre os exemplares coletados e outras espécies do gênero Imparfinis. “A taxonomia integrativa, que une morfologia e genética, nos permitiu comprovar que se tratava de uma nova espécie”, destacou Gabriel.

O estudo foi publicado em abril na revista científica Ichthyology & Herpetology, no artigo “Integrative Taxonomy Reveals a New Species of Imparfinis (Siluriformes: Heptapteridae) from the Upper Xingu River Basin”.

A descoberta não é apenas um dado curioso: ela contribui para o entendimento da evolução e das relações ecológicas na bacia amazônica, além de ajudar em estratégias de conservação. A taxonomia, ciência que organiza os seres vivos em grupos hierárquicos, é essencial para compreender como diferentes espécies se relacionam e evoluíram ao longo do tempo.

Gabriel de Souza da Costa e Silva lembra que a busca por novas espécies é sempre imprevisível. “O primeiro sinal costuma ser visual: um padrão de cor diferente, um formato de nadadeira ou cauda que destoa. A partir daí é que decidimos se vale a pena investigar mais.”

O trabalho da Unesp reforça a importância dos estudos científicos na Amazônia e em outras regiões ricas em biodiversidade. Muitas espécies ainda estão por ser descobertas, e cada uma delas traz informações valiosas sobre os ecossistemas que habitam e os processos evolutivos que moldaram a vida na Terra. Leia a reportagem completa aqui

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