Responsabilidade Social • 17:23h • 03 de maio de 2026
Pesquisa brasileira revela como o racismo influencia o consumo no país
Pesquisa analisa como desigualdades estruturais influenciam quem consome, como consome e quem fica de fora
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova PR | Foto: Divulgação
Uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) colocou em evidência um tema sensível e ainda pouco explorado: o racismo como elemento ativo na dinâmica do consumo no Brasil. O trabalho foi reconhecido nacionalmente e está entre os finalistas do Prêmio Compós de Teses e Dissertações 2026, uma das principais premiações da área de Comunicação no país.
A tese, assinada pelo pesquisador Ronaldo Ribeiro Ferreira, investiga como o racismo estrutural e a lógica econômica se cruzam na formação da cultura de consumo. O estudo parte da análise de que o acesso ao consumo não ocorre de forma igualitária e que fatores históricos e sociais continuam influenciando esse processo.
Consumo também revela desigualdades
A pesquisa aponta que o racismo não se limita a manifestações explícitas, mas atua de forma contínua na organização do mercado. Isso se reflete tanto no acesso a bens e serviços quanto na forma como consumidores são tratados em diferentes ambientes.
Um dos conceitos centrais do estudo é o de “inclusão degradada”, que descreve situações em que a presença da população negra no mercado consumidor ocorre de maneira desigual, muitas vezes marcada por barreiras simbólicas ou práticas discriminatórias.
O trabalho também destaca a chamada hipervulnerabilidade de consumidores negros, evidenciada por desigualdades persistentes e experiências negativas em espaços de consumo, inclusive em ambientes considerados de alto padrão.
Marketing, discurso e invisibilização
Outro ponto analisado é o papel do discurso econômico dominante. A ideia de igualdade de oportunidades, frequentemente associada ao pensamento liberal, pode ocultar desigualdades reais ao não considerar as barreiras estruturais existentes.
Além disso, a pesquisa observa como estratégias de marketing e representações na mídia contribuem para reforçar padrões de exclusão ou naturalizar privilégios, influenciando a forma como diferentes grupos são inseridos no consumo.
O reconhecimento no Prêmio Compós reforça a relevância do tema dentro do campo acadêmico e amplia o alcance do debate sobre consumo, comunicação e desigualdade no Brasil.
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