Ciência e Tecnologia • 17:25h • 09 de agosto de 2026
Pentágono abre nova leva de arquivos sobre OVNIs; há vídeos recentes
Registros incluem ocorrências de 2025 e governo americano afirma que novas divulgações estão sendo preparadas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Divulgação
O governo dos Estados Unidos divulgou uma nova leva de arquivos oficiais sobre fenômenos anômalos não identificados, os chamados UAPs, sigla atualmente utilizada pelas autoridades americanas para ocorrências popularmente conhecidas como OVNIs. O quinto pacote foi publicado na última sexta-feira, 7 de agosto, e reúne documentos e vídeos disponibilizados oficialmente ao público.
A divulgação faz parte do Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE), programa criado para reunir e tornar públicos arquivos históricos e desclassificados relacionados a encontros com fenômenos cuja natureza ou origem não pôde ser determinada.
Entre o material disponibilizado estão registros recentes, inclusive de 2025, envolvendo ocorrências observadas no Oceano Pacífico e no Oriente Médio. São imagens que passaram a integrar oficialmente o acervo público do governo americano e permanecem apresentadas dentro do conjunto de fenômenos anômalos não identificados.
Quinta leva foi liberada em 7 de agosto
Em comunicado oficial, o Departamento de Guerra informou que esta é a quinta divulgação realizada dentro do PURSUE. O primeiro pacote havia sido publicado em 8 de maio de 2026.
Segundo declaração atribuída a Sean Parnell, assistente do secretário de Guerra para Assuntos Públicos e principal porta-voz do Pentágono, a coleção continuará hospedada em WAR.GOV/UFO e novos arquivos serão publicados gradualmente.
O departamento também informou que, em conjunto com outras agências do governo americano, já trabalha na preparação da próxima leva de documentos e registros sobre UAPs.
A quinta divulgação pode ser consultada diretamente na página oficial.
Imagens oficiais não significam uma resposta sobre o que aparece nelas
A divulgação dos arquivos costuma provocar uma discussão que acompanha o tema há décadas. A existência de um registro oficial de UAP não significa, por si só, que o governo esteja afirmando que a imagem mostra uma nave extraterrestre.
O significado é outro e igualmente relevante: determinados registros permanecem classificados como fenômenos anômalos não identificados porque, a partir das informações disponíveis, sua natureza ou origem não foi estabelecida.
Essa diferença é fundamental. Não identificar algo não permite concluir automaticamente o que ele é, mas também não permite transformar uma hipótese apresentada por terceiros em explicação definitiva para um caso que permanece oficialmente sem identificação.
Entre o deboche, as explicações imediatas e quem acompanha o assunto a sério
Mesmo diante da publicação de vídeos e documentos pelos próprios órgãos oficiais dos Estados Unidos, o tema continua despertando reações completamente diferentes.
Há quem ridicularize qualquer discussão envolvendo OVNIs ou UAPs. Há também quem observe poucos segundos de uma gravação e apresente imediatamente uma explicação para aquilo que aparece na imagem, embora o próprio material tenha sido divulgado dentro de um programa governamental dedicado a ocorrências que seguem sem identificação conclusiva.
No outro extremo estão aqueles que transformam qualquer imagem desconhecida em confirmação de teorias que os documentos também não comprovam.
Entre essas duas posições existe justamente aquilo que torna a divulgação interessante: os arquivos podem ser vistos, analisados e discutidos pelo público sem que seja necessário inventar uma resposta onde, até agora, oficialmente ainda existe uma pergunta.
Para quem realmente gosta do assunto, há muito material para explorar
A abertura gradual desse acervo permite que interessados acompanhem diretamente os documentos, vídeos e informações divulgados pelo governo americano, sem depender exclusivamente de relatos, reproduções nas redes sociais ou conteúdos sem procedência conhecida.
E o quinto pacote não encerra o assunto, pelo contrário, o próprio Departamento de Guerra afirma que novos arquivos estão sendo preparados e continuarão sendo publicados em etapas.
Para quem acompanha seriamente o fenômeno, o mais interessante talvez esteja justamente aí, são registros produzidos ou mantidos por estruturas oficiais, agora colocados diante da sociedade, inclusive casos recentes, para os quais ainda não há uma identificação conclusiva divulgada.
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