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Saúde • 14:40h • 09 de julho de 2025

Pedalar em áreas verdes melhora o bem-estar, revela estudo da USP

Pesquisa investigou efeitos psicológicos da prática do ciclismo em ambientes naturais no Brasil e em Portugal

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP

O estudo trabalhou com mais de 700 relatos de brasileiros e portugueses sobre seus hábitos de ciclismo e ambientes de prática
O estudo trabalhou com mais de 700 relatos de brasileiros e portugueses sobre seus hábitos de ciclismo e ambientes de prática

O ciclismo tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil, tanto como meio de transporte quanto como atividade física. Agora, um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, reforça que pedalar, especialmente em áreas verdes, pode trazer benefícios não só físicos, mas também psicológicos. A pesquisa identificou que o contato com a natureza potencializa a sensação de bem-estar entre os ciclistas.

Conduzido por Emerson Barão, doutor em Ecologia Aplicada pela Esalq e ciclista amador, o estudo foi realizado no Laboratório de Áreas Naturais Protegidas (Lanp), com apoio do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). A investigação combinou revisão teórica com experimentos práticos para entender como diferentes ambientes impactam a experiência de pedalar.

Ciclismo, natureza e bem-estar

Utilizando testes psicométricos — ferramentas comuns na psicologia —, Barão entrevistou 156 ciclistas amadores em ambientes urbanos, rurais, verdes e áreas naturais protegidas. Os questionários foram aplicados antes, durante e após as pedaladas para captar variações na percepção dos participantes.

Embora o ciclismo, por si só, tenha mostrado impactos positivos sobre o bem-estar e a redução do estresse, os resultados foram mais expressivos quando a atividade era realizada em ambientes verdes. “Mesmo ciclistas que pedalam em áreas urbanas relataram sentir-se melhor ao se imaginarem pedalando em trilhas, parques e zonas rurais”, explica Barão. O contato com a natureza foi apontado como o principal fator de escolha do local de prática.

Estudo comparativo Brasil–Portugal

A pesquisa também comparou ciclistas brasileiros e portugueses, com 707 participantes no total (473 do Brasil e 234 de Portugal), por meio de questionários on-line. Embora ambos os grupos tenham relatado benefícios à saúde mental, o efeito do ambiente natural foi mais marcante entre os brasileiros.

Enquanto em Portugal o bem-estar esteve mais associado ao tempo total de pedalada, no Brasil foi o contato com áreas verdes que mais influenciou positivamente os sentimentos durante e após a atividade. Segundo Barão, essa diferença pode estar relacionada à configuração territorial dos países: “Em Portugal, é comum estar próximo de áreas naturais mesmo em regiões urbanas. No Brasil, esse acesso é mais limitado, e o contraste com o ambiente urbano é maior.”

Mais do que exercício físico

A pesquisa propõe uma nova perspectiva sobre o ciclismo, enxergando a atividade também como uma experiência psicológica e ecológica. Pedalar em áreas naturais, além de melhorar o bem-estar, pode fortalecer a conexão das pessoas com o meio ambiente e até estimular comportamentos de preservação.

“A bicicleta pode ser uma ponte entre a saúde individual e o cuidado com a natureza. Quando o ciclista se sente parte daquele ambiente, cresce também o desejo de preservá-lo”, conclui Barão.

A tese completa, intitulada Bem-estar de ciclistas em diferentes contextos ambientais, estará disponível em breve no repositório da USP.












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