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Mundo • 10:14h • 09 de julho de 2025

Países do Brics se unem para eliminar "doenças da pobreza"

Pesquisas contra essas enfermidades recebem menos investimentos

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Brics divulgou documento específico que detalha a nova parceria. O texto inclui a utilização de tecnologias inovadoras, como a inteligência artificial, para o combate das doenças.
O Brics divulgou documento específico que detalha a nova parceria. O texto inclui a utilização de tecnologias inovadoras, como a inteligência artificial, para o combate das doenças.

Os países do Brics anunciaram na segunda-feira (7) a criação oficial da Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas (DSDs), uma iniciativa que pretende unir esforços para combater enfermidades agravadas por fatores como pobreza, exclusão social e dificuldade de acesso à saúde — condições especialmente comuns no Sul Global.

O objetivo é promover ações conjuntas em pesquisa, inovação, diagnóstico, tratamento, prevenção e financiamento voltadas à eliminação de doenças que, por afetarem principalmente países em desenvolvimento, costumam receber pouca atenção e recursos dos países mais ricos.

Entre as enfermidades que devem entrar no foco da parceria estão:

  • Tuberculose
  • Hanseníase
  • Malária
  • Dengue

A iniciativa inclui os 11 países-membros do Brics — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia — além da Bolívia, Cuba e Malásia, parceiros do grupo que também aderiram à proposta.

Cooperação e inovação

Segundo o documento oficial divulgado nesta segunda-feira, os países vão investir em estratégias conjuntas de pesquisa, desenvolvimento de vacinas e medicamentos, além do uso de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial, plataformas digitais, sistemas de vigilância e notificação integrados e intercâmbio de dados em tempo real.

A proposta prevê ainda o fortalecimento da atenção primária e comunitária em saúde, com foco nas populações mais vulneráveis e em áreas de difícil acesso. As ações incluem melhorias em saneamento básico, habitação, combate à desnutrição e à pobreza.

A parceria surgiu no contexto da presidência brasileira do Brics em 2024, sendo um dos oito temas prioritários definidos para a área da saúde. Ela foi incluída na Declaração do Rio de Janeiro, documento final da 17ª Cúpula de Líderes do Brics, divulgada no domingo (6).

Cinco eixos de atuação

A parceria tem como base cinco objetivos principais, alinhados a estratégias da Organização Mundial da Saúde (OMS):

  1. Fortalecer os sistemas de saúde – garantindo acesso igualitário a vacinas, diagnóstico, tratamento e educação em saúde, com foco nas populações vulneráveis e na Cobertura Universal de Saúde.
  2. Atuar sobre os determinantes sociais da saúde – promovendo ações integradas entre diferentes setores do governo e da sociedade.
  3. Estimular pesquisa e inovação – com intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento de tecnologias adaptadas à realidade dos países membros e capacitação técnica.
  4. Mobilizar recursos financeiros – buscando financiamento de bancos multilaterais, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Banco Mundial, doadores e o setor privado.
  5. Atuar no cenário internacional – alinhando posições nos fóruns globais e integrando a agenda das DSDs aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Próximos passos

Para viabilizar a parceria, os países vão organizar seminários técnicos, treinamentos e reuniões com redes de pesquisa. Também está previsto o engajamento com instituições financeiras como o NDB e outros bancos de desenvolvimento para viabilizar o financiamento das ações.

A expectativa é que a iniciativa contribua para colocar a eliminação das doenças socialmente determinadas no centro da agenda global de saúde, ampliando a cooperação entre os países em desenvolvimento e promovendo justiça social em saúde.

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